14 de março de 2015

PATU - Encenação da Paixão de Cristo 2015


“O infortúnio de ficar sem luz”, reflexão para este domingo

Luzes e trevas são os dois opostos que aparecem no Evangelho deste quarto domingo da Quaresma. O texto está em Jo 3,14-21. Neste período em que atravessamos esta grave crise de abastecimento de água e de energia elétrica, temos sentido na pele a experiência desagradável de ficar sem luz. Quando falta a iluminação, ficamos perdidos até mesmo dentro de nossa casa. Corremos o risco de dar cabeçadas e tropeções, a qualquer momento podemos achar a quina da cadeira com o dedinho do pé ou amassar o nariz na porta que pensávamos estar a aberta. Não é nada agradável ficar sem luz…
Também na vida de fé… Mesmo que tenhamos de atravessar alguns períodos de penumbra, não podemos desacreditar da Luz de Cristo que está sempre em nossas vidas. Embora seja um rito simples, o momento de nosso Batismo em que pais e padrinhos seguram a nosso lado uma vela acesa no Círio Pascal tem um simbolismo maravilhoso. Significa que, mergulhados em Jesus, jamais seremos abandonados ou desamparados pela luz divina.
Nas ocasiões em que você estiver passando por dificuldade, medo e angústia, vou ensinar a você uma oração bem curta, mas muito confortante, que você pode rezar em voz alta ou repetir várias vezes mentalmente. E é assim: “Ó Luz do Senhor, que vem sobre a terra. Inunda meu ser, permanece em nós”. // “Ó Luz do Senhor, que vem sobre a terra. Inunda meu ser, permanece em nós”. Tenha certeza de que a Luz do Senhor jamais vai lhe abandonar!
Frei Gustavo Medella

9 de março de 2015

IMPORTANTE! Deputado Carlos Augusto Maia requere tombamento do "Santuário do Lima"

Dep. Estadual Carlos Augusto e Rodrigo Bico
O deputado estadual Carlos Augusto Maia (PTdoB) procurou a Fundação José Augusto, que integra a administração indireta do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, esta semana, para requerer o tombamento no patrimônio histórico e cultural do Estado do "Santuário do Lima", localizado no município de Patu, região Oeste do Estado.

Carlos Augusto foi recebido pelo diretor geral da Fundação Rodrigo Bico, a quem verbalizou os argumentos listados em requerimento para o pleito. "Precisamos preservar as características arquitetônicas e históricas do 'Santuário'. Em visita recente, constatei situação de risco de preservação em tão importante pólo de turismo histórico e religioso. O apoio de instituições públicas a bens de uso religioso só é permitido mediante o tombamento, conforme prevê a Constituição Federal", justificou o deputado.

O Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis, conhecido como Santuário do Lima, está localizado na Serra do Lima, que fica a seis quilômetros da sede do município de Patu. É considerado como um dos maiores locais de religiosidade da Região Nordeste do Brasil e foi eleito pelo voto popular como uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte.

O parlamentar pediu também o esforço da Fundação no sentido de viabilizar o tombamento, também, em esfera nacional, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Ramo de Patu acolheu a visita da equipe de Diocesana da Pastoral da Criança

Durante a tarde do último domingo (08/03), a Pastoral da Criança de Patu acolheu na capela de Santa Terezinha numa tarde chuvosa, a equipe da coordenação diocesana do referido organismo de ação social da CNBB. Durante o encontro a coordenadora Lourdes Santos, juntamento com a secretária Lúcia, Luciene Evaristo coordenadora da área VII e o articulador João Batista, motivaram a liderança da Pastoral à avaliar a missão de fé e vida, ressaltando que Jesus Cristo é o modelo central de caridade cristã. Na ocasião foi ouvido a mensagem do evangelho do 3º Domingo da Quaresma com a Irmã Vera Lúcia Altoé - coordenadora nacional da Pastoral da Criança, em seguida foi rezada a oração da Campanha da Fraternidade 2015 animada pela entonação do hino desse evento de fé e vida. Lourdes destacou  a necessidade da observância no preenchimento da ferramenta FAB's, garantindo acompanhamento via sistema da coordenação nacional da pastoral, onde torna possível entender e acompanhar a realidade de saúde, educação, cidadania e evangelização, desenvolvido em diversos municípios do país. No contexto de Patu, foi a apresentado uma pesquisa do IBGE referente ao censo populacional de 2010 - clique e veja, onde sinaliza Patu com 1114 crianças de 0 a 6 anos, desse número 922 são consideradas pobres, a pastoral acompanha 117, totalizando 12,7%, Luciene Evaristo ressaltou que há necessidade urgente de voluntários para a dedicação ao serviço de caridade cristã, e a quaresma aliada a CF 2015, nos impele a esse clamor por vida em abundância para todas as crianças.  O capacitador João  Batista realizou a leitura de uma bonita mensagem em alusão ao dia internacional da mulher, enfatizando que a data não é apenas de "flores e parabéns", mas de reflexão e mudança de realidade. Rita Clementino- coordenadora da pastoral em Patu agradeceu e destacou a assídua presença da liderança, e manifestou alegria e otimismo com a visita da equipe da Pastoral da Criança da Diocese de Santa Luzia de Mossoró, onde nos encoraja e nos irmana na caminhada pastoral, destaca. 
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Fotos: Raniery Alves

8 de março de 2015

Calendário Oficial das Romarias do Santuário 2015

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Uma mensagem para refletir sobre o Dia da Mulher


“Parabéns” não irão faltar neste dia 8 de março, assim como flores, presentes e o reconhecimento das mulheres que trabalham, muitas vezes estudam, cuidam de casa, dos filhos e do marido. Se tudo isso está errado? Não. Mas este não é um dia para comemorar, é uma data para refletir.
Em 1911, quando uma fábrica de roupas pegou fogo matando 125 mulheres, durante o mês março, as mulheres de diversas partes do mundo já lutavam por empregos e salários mais justos. Cem anos depois, as mulheres já ocupam os mesmos cargos dos homens, mas ainda com salários mais baixos – apesar dos números indicarem que elas estudam por mais anos que o sexo masculino.
É impossível não reconhecer que hoje, as diferenças são gritantes se comparadas às do início do século passado: hoje as mulheres têm direito ao voto no Brasil; muitas são independentes financeiramente e o casamento passou a ser um direito e não mais uma obrigação; o respeito entre homens e mulheres é (quase) mútuo – ou pelo menos deveria ser... Apesar de todas as transformações, a visão da dependência feminina continua presente: mesmo tendo princípios que a protegem da violência – como a Lei Maria da Penha, considerada pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência contra a mulher –, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 2001 e 2011, ocorreram mais de 50 mil assassinatos de mulheres, a grande maioria cometida por seus parceiros. No mundo, os dados não são diferentes, 40% são cometidos por parceiros íntimos das vítimas.
Com a instauração da Lei Maria da Penha em 2006, foi possível perceber um pequeno declínio na violência contra as mulheres no ano seguinte. Entretanto, esse número voltou a crescer em 2011, ultrapassando os números de dez anos antes. A taxa de assassinatos, em 2001, era de 5,41 mortes para cada 100 mil habitantes, caiu para 5,02 em 2006, chegou a 4,74 em 2007, mas voltou a subir, chegando a 5,43 em 2011. Esse indicador demonstra que apesar de todas as conquistas, ainda há muito a ser feito.
É preciso mais que parabéns, flores, presentes ou jantares. É preciso olhar para o lado, colocar-se no lugar da mulher, conseguir compreender que, sim, homens e mulheres não são iguais, mas merecem os mesmos direitos: o direito de andar na rua sem sofrer a violência da cantada (não, isso não é elogio); o direito de sair de casa e poder voltar à noite sem o medo do estupro; o direito de escolher quando e com quem se quer conviver; o direito de andar na rua sem seguir padrão de perfeição, sendo apontada por ser magra demais ou por estar acima do peso; o direito de pensar diferente e ser respeitada por isso; o direito de ser escolhida para qualquer cargo sem que seus “erros” sejam considerados erros apenas por ser mulher. Os direitos não são poucos e não cabem todos aqui, mas criar empatia diariamente e pensar em cada situação dessas é um exercício para entender que este dia 8 não é de flores, é de dar as mãos e compreender o que realmente é ser mulher num mundo de machismo incrustado e mascarado.
Foto: Piotr Lewandowski

28 de fevereiro de 2015

ARTIGO: O serviço da escuta

O primeiro serviço que alguém deve ao outro na comunidade é ouvi-lo. Assim como o amor a Deus começa quando ouvimos sua Palavra, assim  também o amor do irmão começa quando aprendemos a escutá-lo. É prova de amor de Deus para conosco  que não apenas nos dá sua Palavra, mas também nos empresta o seu ouvido. Portanto,  é realizar a obra de Deus no irmão  quando aprendemos a ouvi-lo.  Cristãos, e de modo especial os pregadores, sempre acham que têm que “oferecer”  algo quando se encontram na  companhia de outras pessoas, como se isso fosse o único serviço.  Esquecem que ouvir pode ser um serviço maior do que falar.
Dietrich  Bonhoeffer
A fala é importante.  É  necessário falar, estimular, ajudar, ilustrar, esclarecer pelos sons das palavras.  Os discípulos   foram convocados pelo Mestre a irem pelo mundo afora e anunciar a Boa Nova.  Na vida de todos os dias,  em nossas casas, em nossas comunidades humanas e de fé, no entanto,  há  o serviço da escuta:  escutar o marido com o rosto franzido,  ouvir as experiências do amigo que se formou e começou suas experiências profissionais,  escutar o drama de alguém que vai se enredando no mundo das drogas.  O ministério da escuta  supõe pessoas capazes de sair de si mesmas e de dar seu tempo ao outro que anda precisando de um ouvido evangélico.

REFLEXÃO: Vôo da águia

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil! Então, a águia só tem duas alternativas: Morrer… ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 50 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses vai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

21 de fevereiro de 2015

Linha do Tempo das Campanhas da Fraternidade

A Campanha da Fraternidade nasceu por iniciativa de Dom Eugênio de Araújo Sales, em Nísia Floresta, Arquidiocese de Natal, RN, como expressão da caridade e da solidariedade em favor da dignidade da pessoa humana, dos filhos e filhas de Deus.
Assumida pelas Igrejas Particulares da Igreja no Brasil, a Campanha da Fraternidade tornou-se expressão de comunhão, conversão e partilha. A coleta realizada como um dos gestos concretos da Campanha tem realizado um bem imenso no cuidado para com os pobres.
Assumida pelas Igrejas Particulares da Igreja no Brasil, a Campanha da Fraternidade tornou-se expressão de comunhão, conversão e partilha. Comunhão na busca de construir uma verdadeira fraternidade; conversão na tentativa de deixar-se transformar pela vida fecundada pelo Evangelho; partilha como visibilização do Reino de Deus que recorda a ação da fé, o esforço do amor, a constância na esperança em Cristo Jesus (Cf. 1Ts 1,3).
A Campanha da Fraternidade tem hoje os seguintes objetivos permanentes:

1 – Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum;
2 – Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho;
3 – Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja)”.

A coleta da Campanha realizada como um dos gestos concretos de conversão quaresmal tem realizado um bem imenso no cuidado para com os pobres.
Ao percorrermos o itinerário da Campanha que nossos irmãos nos prepararam, possamos continuar seguindo Cristo, caminho, verdade e vida (Cf. Jo 14,6).
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