28 de fevereiro de 2015

ARTIGO: O serviço da escuta

O primeiro serviço que alguém deve ao outro na comunidade é ouvi-lo. Assim como o amor a Deus começa quando ouvimos sua Palavra, assim  também o amor do irmão começa quando aprendemos a escutá-lo. É prova de amor de Deus para conosco  que não apenas nos dá sua Palavra, mas também nos empresta o seu ouvido. Portanto,  é realizar a obra de Deus no irmão  quando aprendemos a ouvi-lo.  Cristãos, e de modo especial os pregadores, sempre acham que têm que “oferecer”  algo quando se encontram na  companhia de outras pessoas, como se isso fosse o único serviço.  Esquecem que ouvir pode ser um serviço maior do que falar.
Dietrich  Bonhoeffer
A fala é importante.  É  necessário falar, estimular, ajudar, ilustrar, esclarecer pelos sons das palavras.  Os discípulos   foram convocados pelo Mestre a irem pelo mundo afora e anunciar a Boa Nova.  Na vida de todos os dias,  em nossas casas, em nossas comunidades humanas e de fé, no entanto,  há  o serviço da escuta:  escutar o marido com o rosto franzido,  ouvir as experiências do amigo que se formou e começou suas experiências profissionais,  escutar o drama de alguém que vai se enredando no mundo das drogas.  O ministério da escuta  supõe pessoas capazes de sair de si mesmas e de dar seu tempo ao outro que anda precisando de um ouvido evangélico.

REFLEXÃO: Vôo da águia

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil! Então, a águia só tem duas alternativas: Morrer… ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 50 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses vai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

21 de fevereiro de 2015

Linha do Tempo das Campanhas da Fraternidade

A Campanha da Fraternidade nasceu por iniciativa de Dom Eugênio de Araújo Sales, em Nísia Floresta, Arquidiocese de Natal, RN, como expressão da caridade e da solidariedade em favor da dignidade da pessoa humana, dos filhos e filhas de Deus.
Assumida pelas Igrejas Particulares da Igreja no Brasil, a Campanha da Fraternidade tornou-se expressão de comunhão, conversão e partilha. A coleta realizada como um dos gestos concretos da Campanha tem realizado um bem imenso no cuidado para com os pobres.
Assumida pelas Igrejas Particulares da Igreja no Brasil, a Campanha da Fraternidade tornou-se expressão de comunhão, conversão e partilha. Comunhão na busca de construir uma verdadeira fraternidade; conversão na tentativa de deixar-se transformar pela vida fecundada pelo Evangelho; partilha como visibilização do Reino de Deus que recorda a ação da fé, o esforço do amor, a constância na esperança em Cristo Jesus (Cf. 1Ts 1,3).
A Campanha da Fraternidade tem hoje os seguintes objetivos permanentes:

1 – Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum;
2 – Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho;
3 – Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja)”.

A coleta da Campanha realizada como um dos gestos concretos de conversão quaresmal tem realizado um bem imenso no cuidado para com os pobres.
Ao percorrermos o itinerário da Campanha que nossos irmãos nos prepararam, possamos continuar seguindo Cristo, caminho, verdade e vida (Cf. Jo 14,6).
Clique na imagem para ampliar

ARTIGO: Eu vim para Servir

“Quero uma Igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir. A lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois, “eu vim para servir”.
“Eu vim para servir!” Além de ser este o texto bíblico da auto-revelação da identidade, da autoridade, da vocação e da missão de Jesus, é também o texto que a Igreja católica, no Brasil, toma como eixo-condutor da Campanha da Fraternidade que, este ano, tem como tema:“Fraternidade, Igreja e Sociedade”, e como o lema: “Eu vim para servir” (Cf. Mc 10,45).
“Eu vim para servir” é a carteira de identidade de Jesus. Esta foi a resposta de Jesus aos discípulos quando se lhe perguntaram quem seria o maior e o primeiro dentre eles. Existem muitos textos bíblicos que identificam Jesus. Mas este é o seu retrato falado. De fato, Ele viveu esta sua identidade, autoridade, vocação e missão nascendo numa manjedoura em Belém, como pobre; realizando o seu primeiro êxodo, com seus pais, no Egito, para não morrer assassinado, ainda criança, por Herodes; crescendo em estatura, sabedoria, idade e graça diante de Deus e dos homens; morando cerca de trinta anos, no anonimato e no silêncio, em Nazaré; saindo de casa, após o batismo no Rio Jordão, para evangelizar os pobres, libertar os presos, recuperar a vista dos cegos, dar liberdade aos oprimidos e anunciar o ano da graça do Senhor; escolhendo discípulos para colaborar com sua missão; amando, acolhendo a todos, curando os que sofriam de enfermidades e ressuscitando os que haviam morrido; lavando os pés dos discípulos; fazendo a vontade do Pai, em tudo, até a morte, e morte de cruz; morrendo como o grão de trigo debaixo da terra (Jo 12,24), para dar frutos, para dar vida; ressurgindo para a vida eterna; em suma, dizendo:“eu vim para servir”, “para que tenham vida e a vida em abundância”.
 “Eu vim para servir” é a carteira de identidade, da autoridade, da vocação e da missão da Igreja.Ao comemorar os 50 anos do Concílio Vaticano II (1962-1965), a Igreja, no Brasil, com esta Campanha da Fraternidade pretende rever, atualizar e aprofundar a sua presença e atuação na sociedade brasileira. É objetivo desta Campanha aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.
A Igreja com esta Campanha deseja cumprir fielmente esta sua missão. Uma Igreja que não esteja a serviço da sociedade é uma Igreja que trai o seu fundador. Como disse o papa Francisco: “o Senhor quer que façamos parte de uma Igreja que saiba abrir os braços para abraçar a todos, que não seja a casa de poucos, mas de todos, onde todos possam ser renovados, transformados e santificados pelo seu amor: os mais fortes e os mais fracos, os pecadores, os indiferentes e a quantos se sentem desanimados e perdidos. Uma Igreja que se fecha em si mesma e ao seu passado, que só considera as pequenas regras de hábitos e de atitudes, é uma Igreja que trai a sua própria identidade”.
“Eu vim para servir” é também a carteira de identidade e da missão do cristão. Ser cristão é ser servo e servidor como Jesus foi (Mc 10,45). Ser servo e servidor é ser o prior, ou seja, o primeiro no amor, na caridade e no serviço aos outros como fez também Jesus (Mc 10,44). De fato, o cristão é a imagem e semelhança de Jesus. Este seu viver para servir serve de base para todos os relacionamentos humanos. Serve, sobretudo, para quem ocupa liderança na Igreja e na sociedade. Palavras do papa Francisco aos novos cardeais: “que o povo de Deus veja sempre em nós a firme denúncia da injustiça e o serviço alegre da verdade”.
 É muito cômodo para a Igreja ficar sentada, de portas e de braços cruzados, a espera de quem a procure ou então simplesmente condenando a quem não pensa como nós. Jesus não ficou em Nazaré à espera de quem o procurasse. Andou, foi atrás das pessoas e chegou à realidade em que viviam. Uma Igreja em saída é uma Igreja convicta de que não pode guardar para si o que Deus oferece a todos. É necessário, portanto, que a Igreja saia da zona de conforto, do trivial e da mesmice e vá às periferias existenciais e geográficas, aonde os homens e as mulheres vivem, trabalham e sofrem, e anuncie-lhes a misericórdia do Pai que se deu a conhecer aos homens em Jesus Cristo de Nazaré.
Eu também vim para servir. Não é fácil servir. É mais fácil ser servido. No entanto, é esta a nossa missão. Para que tudo isto aconteça, precisamos rezar mais e melhor: “Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz.Enviai o vosso Espírito da Verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do Reino que há de vir. Por Cristo Senhor Nosso. Amém!”
Por Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas – TO

Quaresma: Caridade, Oração e Jejum

A palava “Quaresma vem do latim “Quadragesima”, em referência ao “quadragésimo dia” antes da Páscoa. Nos idiomas de origem germânica, são utilizados derivados do termo “Lencten” (primavera).
Nos idiomas provenientes do Latim, o termo para designar este tempo de preparação para a Páscoa é “quadragesima”. Por exemplo, em espanhol é “Cuaresma”, em português, “Quaresma”, em francês, “Carême”, e em italiano, “Quaresima”.
Nos idiomas de origem germânica, incluído o inglês (“Lent”), o nome dado à Quaresma vem de “Lencten”, que significa “primavera”.
O sacerdote australiano do Opus Dei John Flader, em seu livro "Question Time: 140 questions and answers on the catholic faith" (“Hora das perguntas: 140 perguntas sobre a fé católica”), escreve que o termo “Quaresma” se refere à estação em que o Hemisfério Norte se prepara para a Páscoa e que acontece na primavera.
Ainda que isso não ocorra no Hemisfério Sul, onde esse sacerdote australiano mora, ele observa que “este continua sendo um termo apropriado, pois, se a Quaresma for bem vivida, ela representa uma verdadeira primavera, um novo crescimento na vida espiritual”.
“Santo Agostinho – acrescenta – escreveu que o tempo da Quaresma simboliza esta vida presente na terra, com suas adversidades e tribulações, e que o tempo da Páscoa simboliza a alegria da vida futura.”
A observância de um período de oração, jejum e caridade como preparação para a Páscoa remonta à época dos Apóstolos, ainda que, durante os primeiros séculos, se limitasse somente a poucos dias.

O Pe. Flader observa que São Leão Magno (440-461) dizia sobre a Quaresma que “foi instituída pelos Apóstolos” e que a Tradição sustenta que “sempre foi vivida com uma maior atenção à vida de oração, jejum e esmola”.

“Nos primeiros três séculos, o tempo de jejum se limitava a alguns dias, uma semana quando muito”, afirma o sacerdote. “A primeira menção aos 40 dias foi no concílio ecumênico de Niceia (325), mas no final do século IV o costume havia se estendido amplamente, tanto no Oriente como no Ocidente.”


Com relação à determinação da duração da Quaresma – 40 dias –, o sacerdote explica que se refere aos “40 dias de jejum e oração que Cristo passou antes do começo da sua vida pública”.

As igrejas do Oriente e do Ocidente contavam os dias da Quaresma de maneira diferente, pois no Oriente os fiéis eram eximidos de jejuar os sábados e domingos. Além disso, a Quaresma durava um total de 7 semanas.

O Ocidente, por outro lado, só os domingos eram isentos e a Quaresma durava 6 semanas. No entanto, dessa forma, os dias de jejum somavam apenas 36, não 40. “Foi no século VII – explica o Pe. Flader – que a Quaresma começou a ter seu início 4 dias antes, com a Quarta-Feira de Cinzas, de maneira que havia 40 dias de jejum, como na atualidade.”
A Igreja sempre manteve a tradição de jejuar e fazer abstinência durante a Quaresma, mas as normas se modificaram ao longo dos séculos.

Segundo a pesquisa do Pe. Flader, as regras do jejum se tornaram muito estritas no século V: “Só se permitia uma refeição, no final da tarde. A carne não era permitida, nem sequer aos domingos. A carne e o peixe – e, em muitos lugares, os ovos e produtos lácteos – eram absolutamente proibidos”.

O sacerdote recorda que, nas igrejas orientais, ainda são seguidas regras similares: “Não podem comer vertebrados ou produtos derivados de vertebrados, isto é, nem carne, nem peixe, nem ovos, nem queijo, nem leite”.

No Ocidente, no entanto, as normas mudaram. No começo, era permitido um pequeno lanche, depois o peixe foi aceito e, finalmente, aceitou-se também a abstinência de carne apenas na Quarta-Feira de Cinzas e às sextas-feiras. Além disso, os produtos lácteos também foram permitidos.

Atualmente, os católicos jejuam na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa, abstêm-se de carne nestes dias e em todas as sextas-feiras da Quaresma. O jejum, como definem os bispos dos Estados Unidos, consiste em ter uma refeição completa e dois lanches.

15 de fevereiro de 2015

Abertura da CF 2015 no Santuário do Lima - Patu

Clique para Ampliar

18º Retiro de Carnaval – Deixa a Luz do Céu Entrar

18º Retiro de Carnaval – Deixa a Luz do Céu Entrar
Tema: Deixai-vos conduzir pelo Espirito Santo (Gl 5,25)
De 15 a 18 de faveiro 2015.

PROGRAMAÇÃO

15/02 – Domingo
7h – Acordar e Banho
8h – Café da Manhã
8h30 – Momento com Maria (Terço)
9h – Santa Missa
10h30 – Oração e Pregação
12h – Almoço
13h – Repouso
15h – Hora da Misericórdia (Louvor, Oração e Pregação)
17h30 – Banho
19h – Jantar
20h – Momento de Convivência
23h30 – Recolher-se

16/02 – Segunda-feira
7h – Acordar e Banho
8h – Café da Manhã
8h30 – Momento com Maria (Ofício)
9h – Pregação e Oração no Umbuzeiro
12h – Almoço
13h – Repouso
15h – Hora da Misericórdia (Louvor, Oração e Pregação)
16h - Missa
17h – Banho
19h – Jantar
20h – Baile dos Anos 60
23h30 – Recolher-se

17/02 – Terça-feira
7h – Acordar e Banho
8h – Café da Manhã
8h30 – Momento com Maria (Terço)
9h – Pregação e Oração
12h – Almoço
13h – Repouso
15h – Hora da Misericórdia (Louvor, Oração e Pregação)
17h – Banho
18h - Jantar
19h – Missa
23h30 – Recolher-se
18/02 – Quarta-feira (Cinzas)
7h – Acordar e Banho
8h – Café da Manhã
8h30 – Momento com Maria (Ofício)
9h – Missa de Encerramento

Realização:
RCC de Patu/RN.

10 de fevereiro de 2015

Campanha da Fraternidade 2015

Tema:“Fraternidade: Igreja e Sociedade” 
Lema: “Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45)
29 de março de 2015 - Domingo de Ramos - Coleta Nacional da Solidariedade Coleta -
Objetivo geral da CF - 2015 CNBB

01 - Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.Objetivos específicos da CF - 2015 CNBB


01 - Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade, identificar e compreender os principais desafios da situação atual.

02 - Apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da doutrina Social da Igreja, como elementos autenticamente humanizastes.

03 - Identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral.

04 - Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas.

05 - Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade.

06 - Atuar profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária. Fonte

CNBB: Entenda a CF 2015.

7 de fevereiro de 2015

Artigo: A sabedoria do coração

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)
Na data próxima do 11 de fevereiro será celebrado o XXIII Dia Mundial do Doente com o tema: "Sapientia. Cordis. Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo, (Job 29,15)" com este texto bíblico sapiencial o Papa Francisco quer compartilhar a mensagem que focaliza o agente de saúde inspirado na atitude de Jóde ser os olhos do cego e os pés do coxo.
Certamente que não se trata apenas de sabedoria teórica ou abstrata, e muito menos de treinamento e capacitação técnica, mas de uma sabedoria que é descrita por São Tiago na sua Carta como:" pura, pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia, (3,17)" . Esta disposição infundida no nosso coração pelo Espírito Santo nos leva a servir ao irmão doente, amparando-o e prestando todo tipo de ajuda e assistência, com ternura, gratidão e desvelo.
Num segundo passo nos conduz a valorizar e agradecer pelo tempo que permanecemos e estamos com o irmão. Trata-se de aprender o desapego e a entrega silenciosa para o acompanhamento e a presença generosa que não fica presa a contagem mesquinha do tempo, nem a pressa das visitas. Sabedoria que nos impele a sair ao encontro do irmão, para oferecer a ele nosso cuidado desprendido de atitudes eficientistas como o fazer e produzir, para destacar o dom precioso da proximidade que ama e serve, com gratuidade e misericórdia, compreendendo e promovendo a pessoa querida do irmão doente.
Finalmente a marca testemunhal da solidariedade cristã, que acolhe e abriga, sem julgar nem etiquetar mas que revela a genuína caridade divina que soergue o caído e sofredor na condescendência e doação inteira de si mesmo. Esta sabedoria percebida e vivenciada por Jó é levada a plenitude e perfeição por Cristo Crucificado que no seu sofrimento e compaixão abraça a todos os sofredores e oprimidos libertando-os com a luz e força da sua Ressurreição.
Que Nossa Senhora Mãe dos doentes e Sede da Sabedoria, ilumine e fortaleça a todos aqueles que com generosidade entregam suas vidas ao cuidado e acompanhamento amoroso aos irmãos doentes, e que neste dia os atingidos pela dor, sofrimento e enfermidade encontrem o consolo, ternura e a vida em plenitude de Médico Divino e Servo Sofredor. Deus seja louvado!

29 de janeiro de 2015

Nota de Pesar pelo falecimento de José Sírino de Moura

A Reitoria do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis recebe, com profundo pesar, a notícia do falecimento do senhor José Sirino de Moura, pai das Voluntárias do Santuário Maria de Lourdes Moura, Suelene Moura e avô da funcionária Lorena Moura.
O senhor José Izídio faleceu nesta manhã em sua residência na cidade de Patu. Pedimos a oração de todos por toda a sua família, para que viva este momento à luz da Ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo.

Pe. George Lourenço, msf
Reitor do Santuário

Exéquias
Como nuvem passageira é nossa vida
e quem nos leva
quem nos leva é o sopro do senhor
acreditamos que ao senhor pertence tudo
o que ele fez. Ele fez foi por amor
Como nuvem passageira é nossa vida
e não importa
não importa nem dinheiro nem poder
feliz daquele que ao chegar àquela hora
está sereno e preparado para morrer
Somos todos como nuvem passageira
não importa quantos anos viveremos
ao chegar a nossa hora derradeira
o senhor perguntará o que fizemos
Lá no céu só vão entrar os amorosos
os que amaram como Deus mandou amar
quem lutou pra ver feliz outras pessoas
eternamente lá no céu irá morar. (Pe. Zezinho, scj)

24 de janeiro de 2015

Zilda Arns, católica brasileira falecida no terremoto do Haiti, começa a caminhada aos altares

A médica brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, é mais uma candidata à santidade. A médica sanitarista morreu em missão, há cinco anos, no dia 12 de janeiro de 2010, aos 75 anos, durante um terremoto no Haiti.  A entrega oficial da moção que solicita a abertura do processo de beatificação da médica foi realizada no dia 10 de janeiro, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Cerca de 40 mil pessoas de todos os estados brasileiros estiveram presentes.
A Sagrada Eucaristia foi conduzida pelo presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Dom Raymundo Damasceno, e contou com a presença de mais de 20 bispos de vários municípios brasileiros e autoridades municipais e estaduais. Durante a celebração, a Pastoral da Criança entregou à Arquidiocese de Curitiba o pedido, com quase 130 mil assinaturas. Agora, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, deve apresentar o caso à Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano.
A moção é um documento que reúne assinaturas, com o objetivo de demonstrar o apoio da população a uma causa ou proposta. Neste caso, os fiéis apóiam o reconhecimento à fama de santidade e ao legado evangelizador e pastoral da doutora Zilda.
A Pastoral da Criança, fundada em 1983, é uma organização católica que assiste quase 1,3 milhões de crianças pobres em 20 países da América Latina, África e Ásia. Zilda Arns recebeu numerosos prêmios, como o de direitos humanos nas Nações Unidas, concedido em 2002.
“O trabalho de minha mãe à frente da Pastoral foi marcado pelo altruísmo e isso permanece até hoje. As pessoas que integram a Pastoral buscam melhorar sua atuação junto às crianças e à sociedade, não pedem nada para si, mas pelos outros. O apoio à beatificação de uma leiga também chama a atenção para o fato de que todos os cristãos são chamados à santidade, e não apenas aqueles que seguem a vocação religiosa”, disse Nelson Arns, coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança e filho de Zilda.
Para o arcebispo da Paraíba (PB) e membro do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, Dom Aldo Di Cillo Pagoto, responsável pelo anúncio de que a Igreja do Brasil daria início ao pedido de beatificação de Zilda, o reconhecimento da médica representaria a valorização do enorme legado deixado por ela.
“Zilda dedicou-se a uma concepção de vida que precisa ser valorizada. Foi agregadora dos valores de defesa e promoção da vida de crianças e idosos. Seu trabalho tem um caráter sagrado, mas também político. Por isso pedimos reconhecimento para essa líder e benemérita”, declarou.
Biografia
Zilda Arns nasceu em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina (SC). Ela desenvolveu um importante trabalho social, reconhecido em todo país. Além da Pastoral da Criança, também fundou a Pastoral da Pessoa Idosa. A médica pediatra e sanitarista ficou conhecida nacionalmente e em mais 21 países pelo trabalho de combate à mortalidade infantil e de proteção a gestantes e idosos, com a ajuda de um exército de mais de 200 mil voluntários.
A candidata à beata morreu no dia 12 de janeiro de 2010, durante o terremoto que devastou o Haiti. Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país.

23 de dezembro de 2014

Ele chegou

Deus cumpriu a promessa e mandou seu Filho. Ele chegou. Está entre nós, como um de nós, para nos ensinar a viver como Ele. Assim consertamos o convívio, com a prática de seus ensinamentos.
 É preciso entender porquê, como, para que e para quem Ele veio. Sua presença entre nós, além de salutar, é educativa e transformadora, mesmo não sendo conhecido e até não aceito por muitos. A incidência de sua missão tem efeito saneador para toda a humanidade, em sentido contrário ao estrago feito por nossos primeiros ancestrais e continuado pela humanidade no decorrer dos tempos.
Ele chegou como criança. Sem a malícia danosa do adulto que julga, peca, estraga o convívio, torna-se muito injusto, usa a inteligência e a ciência para privilegiar alguns em detrimento da maioria, discrimina, diminui o valor da família, explora os mais frágeis, faz guerra e armas para ganhar dinheiro e domínio sobre outros, desperdiça alimento enquanto grande parte passa fome... O Deus feito criança nos ensina as virtudes da verdade, do bem, da pureza de intenção, da doação de si pelo bem do outro, da simplicidade, da atitude de servir e não ser servido, da disponibilidade para ajudar a convivência fraterna e amiga. Ensina o tornar-se criança para se alcançar o Reino do céu...
Ele chegou porque nos criou à sua imagem e semelhança. O ser humano desqualificou a habitação de Deus em si e se endeusou. Quando isso acontece, um explora o outro, julga-se com o poder divino deturpado. Nenhum ser humano é Deus. Sem Deus ele se auto-destrói e arrasa o convívio com o semelhante e com a natureza. O Emanuel veio implantar uma nova ordem social. O instrumento necessário por Ele usado e ensinado é o amor. Só o verdadeiro amor, provindo de Deus, constrói.
Sua chegada se dá para dar força à relação salvadora do divino com o humano. Uma vez desfeita essa relação com o pecado da autossuficiência humana, só a vinda do alto pode pontificar a passagem do relativo humano ao absoluto divino. A religião puramente humana não é capaz de fazer isso. O humano, contando só com suas forças, não é capaz de fazer a transposição do natural ao sobrenatural. Foi preciso Deus vir até nós para o entrecruzamento do liame indelével das duas naturezas do Filho de Deus para unir o divino com o humano. A própria fé religiosa, para ter seu efeito de benefício pleno a nós, precisa fazer a ligação das hastes vertical e horizontal, ou seja, de nossa relação com Deus e com o semelhante, na prática da justiça e do amor.
Ele veio para quem é carente, caído, deserdado, pobre, desesperançoso, incapaz de encontrar sozinho o sentido da vida e da solução para seus problemas e limites, para quem se sente e é desumano, buscando socorro para seus limites... Ele é quem precisamos: um de nós com o poder de nos tornar verdadeiramente humanos, cumulando-nos com sua realidade divina! É o Deus-conosco!

D. José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

26 de novembro de 2014

A vinda

Quando esperamos alguém importante ou uma pessoa muito querida nossa emoção se torna radiante e alegre. Afinal, a vida só vale para amar, a partir de quem queremos e nos quer bem!

A humanidade, optando por andar sozinha, viu-se sem rumo e possibilidade de realização na sua história presente. A ciência, o desenvolvimento econômico, a cultura e a técnica não têm sido suficientes para preencherem o vazio de Deus em sua realidade. Mas o Criador, amando a obra por Ele criada, especialmente a que Ele fez como sua imagem e semelhança, foi dando sinais de querer arrumar um lugar no contexto humano, tornando-se um de nós, com todas as conseqüências, menos a de se ater ao que invalida a relação com o divino, ou seja, o mal moral.
A vinda do Filho de Deus humanizado conosco exige preparação especial de nossa parte. Ele avisa pelos profetas que vem “ao encontro de quem pratica a justiça com alegria, de quem se lembra de ti em teus caminhos” (Isaías 64,4). A preparação empolgante para recebê-lo precisa da abertura para viver na justiça de quem se reconhece pecador mas quer mudar de vida, atendo-se às suas orientações e seguindo seus exemplos.
O Advento é eminentemente propício para nos colocar em atitude de aceitação da vida nova trazida pelo Cristo. Ele nasce no coração vazio de si mesmo, com abertura ao outro, numa verdadeira atitude de fraternidade e solidariedade. Amar é o critério para Ele nascer no coração da pessoa que deseja acolhê-Lo e entrar em comunhão com Ele. Cada um, então, se coloca em disponibilidade para realizar o que Ele vai indicando. Seu Evangelho é o livro aberto de sua vida a nos ensinar o caminho a seguir. Em primeiro lugar deve-se estar disposto a mudar de vida, ou seja, romper com a maldade e o egoísmo e superar tudo o que nos fixa em nossas atitudes contrárias ao serviço ao próximo, à convivência familiar oposta aos ditames da ternura, da compreensão e do amor.
A espera da chegada do Salvador nos faz abertos ao diálogo da oração pessoal, em família e na comunidade. A novena do Natal é um instrumento muito eficaz para tanto!
A penitência nos faz fortificar a vontade para nos treinarmos e fortalecermos nossa vontade, superando as tentações do egoísmo, da busca desenfreada dos apetites instintivos e do orgulho pessoal.
Sentimo-nos alegres, sabendo que nossa vida em busca de realização tem jeito. O jeito proposto pelo Emanuel. Ele nos ensina a verdade sobre nós, nossa vida familiar, social e eclesial. Precisamos ficar dóceis à ação do Espírito Santo para afinarmos nossa vontade à de Deus, como vem nos ensinar o Deus-conosco!
Com a penitência abstemo-nos de coisas supérfluas para reservarmos uma doação consistente e ajudarmos a evangelizar, através da coleta para a Evangelização feita no 3.o domingo do Advento. Ajudamos assim, a ação evangelizadora da Igreja em nossa região e em todo o Brasil.
A vinda do Salvador nos dá um novo entusiasmo para revermos nossa vida em vista do proposto por Ele.

Dom José Alberto Moura, CSS
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Fonte: CNBB

12 de outubro de 2014

Imagens da 3ª Romaria da Pastoral da Criança

Há 25 anos que a Diocese de Mossoró luta pela vida de suas crianças com o trabalho da Pastoral da Criança e foi graças às primeiras sementes lançadas em terreno bom e fértil é que no dia 12 de Outubro de 2014 iremos comemorar os 25 anos de existência. A sua participação  Pai, Mãe, Líderes e Apoio é importante na Celebração Eucarística.


11 de outubro de 2014

Uma mãe para as crianças do Brasil

No dia 12 de outubro comemoramos, simultaneamente, Nossa Senhora Aparecida e o Dia da Criança. Não sei qual foi a motivação para juntar as duas comemorações em uma só, mas confesso que é uma feliz coincidência.
Toda criança, para nascer, precisa de uma mãe. Para crescer e se desenvolver de forma saudável também precisa da mãe ou de alguém que faça às vezes de mãe. Por isso, ninguém é mais importante na vida da pessoa do que a mãe e o pai. Sem eles, não teríamos nascido.
Ao lado deles, na medida em que a pessoa cresce, vão conquistando importância os irmãos, amigos de infância, avós, professores, catequistas e assim por diante. As referências, no entanto, para a maioria das pessoas, continuam sendo os pais. É por isso que é tão difícil para um filho entregar a mãe ou o pai na hora da morte.
A mãe de todos os brasileiros e, principalmente das crianças do Brasil, é Nossa Senhora Aparecida. É ela que congrega os devotos em seu santuário e estende o seu manto protetor sobre os seus filhos amados. A sua predileção são as pessoas indefesas, ou seja, as crianças, os pobres e os doentes. Não é por nada que encontramos tantas comunidades consagradas à Mãe Aparecida por este Brasil afora. E também não é por nada que a sua imagem se encontra na maioria das capelas da Diocese, ocupando lugar central nas comunidades mais pobres e necessitadas. Como brasileiros, somos felizes por termos, em Nossa Senhora Aparecida, uma mãe que olha com carinho e ternura para nós.
Nos dias que antecedem ao dia 12 de outubro, a Igreja no Brasil celebrou a Semana Nacional da Vida, com destaque para o dia do Nascituro.
O nascituro é a criança que está sendo gerada no ventre da mãe e aguarda o dia de poder vir à luz. Mesmo que ainda não seja reconhecido oficialmente como pessoa, mas apenas visto como embrião, é um ser humano. E mais do que em qualquer outra etapa da vida, este ser humano depende da mãe.
Ao ligar a Semana Nacional da Vida com o Dia do Nascituro, Dia da Criança e Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Igreja quer confiar nascituros e crianças à proteção da Mãe de Jesus. Por isso, peçamos que, conforme nos pede o Papa Francisco, “Maria faça crescer em nossos corações os sentimentos de ternura, de esperança e de paciência, que nos possibilitam cuidar de toda vida humana, de modo especial da vida mais frágil, mais marginalizada e mais indefesa”. Que a Mãe Aparecida abençoe as crianças de nossas comunidades, concedendo-lhes crescerem “em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52).
Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

2 de outubro de 2014

Bispos do RN pedem CONSCIÊNCIA na hora de Votar

Faltando apenas três dias para as eleições gerais de domingo, a Igreja Católica divulga nota na qual os bispos das três dioceses do Rio Grande do Norte chamam a atenção dos fieis para a responsabilidade na hora de votar. Para Dom Jaime Vieira Rocha (arcebispo de Natal), Dom Mariano Manzana (bispo de Mossoró) e Dom Antônio Carlos Cruz Santos (bispo de Caicó), a escolha dos cristãos, em relação aos candidatos, deve ser feitas “à luz dos valores do Evangelho” e, alertam, que não é adequado se abster do processo político das eleições diante de “falhas” verificadas em partidos e/ou políticos.



Confira a nota na íntegra

Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo,
Querido Povo de Deus,

Já se aproxima o dia 05 de outubro, quando somos convocados a escolher dentre os candidatos, pelo voto livre e soberano, o presidente da República, o Governador do Estado, um senador e deputados estaduais e federais, sobre os quais confiaremos os destinos do Brasil e do Estado pelos próximos quatro anos. Trata-se de um grave desafio que exige responsabilidade de cada eleitor. Neste instante, nos dirigimos aos cristãos, em especial, os católicos dos quais nos identificamos como irmãos e pastores. 

Todos são chamados a assumir o seu lugar próprio no enfrentamento deste desafio cidadão. Assumi-lo com decisão, buscando amparo e luzes nos valores do Evangelho. À Luz desses valores temos a chance de fazer uma leitura mais adequada da realidade complexa na qual estamos inseridos. 

Temos convicção de que atentos e fiéis aos valores que emanam do Evangelho, cada eleitor poderá agir e decidir, fazendo escolhas capazes de gerar novos rumos no mundo da política brasileira. Há um momento primeiro que não pode ficar fora da pauta do cidadão que se orienta pela indissociável relação entre fé e vida.

Trata-se de uma discussão ética, ampla e fundamentada, a respeito de candidaturas, programas de governo e representatividade. A sociedade espera de cada um de nós o testemunho da fé, que se traduz na vivência do cotidiano, que tem muito a contribuir para a transformação da vida, com incidências próprias no âmbito político e partidário.

Os partidos políticos, assim como as organizações da sociedade civil são indispensáveis à democracia. São as artérias pelas quais a cidadania constrói, oxigena e aperfeiçoa a democracia. Criminalizar os partidos políticos e as organizações da sociedade civil porque seus membros falham, é criminalizar o exercício da cidadania e, por consequência, mutilar a própria democracia. Deve-se punir, sim, aqueles indivíduos que se utilizando das instituições cometem crimes contra a democracia e as conquistas políticas, sociais, econômicas, dentre outras, da cidadania. 

Então, ao fazer nossas escolhas, é preciso compreender que, ao fazê-las sem critérios, estaremos gerando um grande prejuízo que incide sobre décadas da história futura e, de modo ainda mais perverso, no presente, sobre a vida dos mais pobres. 

Cada um é convidado a compreender a política, conforme ensina o Papa Francisco, como uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. Essa é mais uma oportunidade de aperfeiçoar a democracia a partir de reflexões, reuniões, voto consciente contra a corrupção e a favor da honestidade.

Todo cidadão tem direito a ser governado e representado por agentes políticos probos, íntegros e honrados. Este é o momento certo que o processo democrático nos oferece para garantir à sociedade o seu direito de exercer democraticamente o poder político, melhorando a representação. Agora é hora privilegiada de cada cidadão contribuir para qualificar a gestão pública e o serviço à política. Não é tarefa fácil fazer a melhor escolha. 

Por isso, torna-se indispensável analisar programas e propostas das coligações partidárias e ponderar elementos, especialmente aqueles de inegociável sensibilidade social, num momento em que o pobre e o excluído precisam ter prioridade de tratamento e destinações. Não se pode dispensar o compromisso dos que têm competência para gerar e garantir dinâmicas de crescimento econômico e a conseqüente inclusão social, alargando as conquistas sociais nas áreas da saúde, educação, assistência social, da agricultura familiar e convivência com o semiárido. 

Por tais razões, já não é possível se deixar levar por apelos emotivos e falsas promessas dos candidatos que preferem enganar o eleitor a se comprometer com os graves problemas que a maioria dos brasileiros, no momento, se encontra submergida. Basta lembrar como anda a saúde, a educação, a segurança pública e a situação hídrica que lhe aflige no município em que cada um reside.

Lembremo-nos que o ato de votar não encerra a nossa participação cidadã, mas requer ainda mais uma participação de todos na construção de um modelo de Estado republicano, fundado sob a cidadania, centrado na pessoa e na dignidade humana,onde a tônica principal do desenvolvimento não seja apenas o mercado e o lucro, mas, acima de tudo, a comunidade dos cidadãos, alicerçada na defesa e promoção da justiça, da fraternidade, da igualdade de direitos, da solidariedade, e cuja prática política esteja plasmada nos valores ética e da promoção e defesa da vida de cada pessoa, especialmente dos mais pobres e indefesos, as crianças e idosos. 

Por fim, rogamos ao Senhor Deus que derrame sobre cada eleitor brasileiro e potiguar, o Dom do Espírito Santo: da sabedoria e da inteligência, do discernimento e da caridade, a fim de que possamos fazer nossas escolhas amparadas nos princípios do Bem Comum, da supremacia do interesse público, da justiça social e da paz entre os povos. Com especial bênção apostólica.

Dom Jaime Vieira Rocha
Arcebispo de Natal

Dom Mariano Manzana
Bispo de Mossoró

Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC
Bispo de Caicó.