29 de março de 2014

Assembleia Provincial dos MSF em Patu

Durante o período de 22 a 27 de março de 2014, o Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis em Patu/RN, acolheu os Missionários da Sagrada Família em Assembleia Provincial, com a participação do Superior  Geral Pe. Edmund Michalski, MSF e Assistente Geral, Pe. Bogdan Mikutra, MSF. O encontro religioso e administrativo teve a missão de recepcionar o Pe. Itacir Brassiani msf para conduzir a Província Setentrional do Brasil.
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19 de março de 2014

Neste Domingo - 5ª Romaria dos Vaqueiros

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Oração do Terço de São José

19 de Março festejamos São José, para aqueles que são devotos deve rezar o terço ao glorioso São José.
Reza-se o credo!
Nos pai nossos (Meu glorioso São José nas vossas aflições e atribulações o anjo não vos valeu, valei-me São José)
Nas Ave Maria ( São José valei-me) e no final reza essa oração.
Meu celeste padroeiro, de cujo nome me glorio.
São José, meu pai e senhor que foste fiel guardião do filho de Deus e sua santíssima mãe, a virgem Maria.
Concedei-me do senhor, a graça de ter um espírito reto e um coração puro e casto para servir sempre melhor a Jesus e a virgem Maria.
Rogai a Deus sempre por mim confirmando-me na fé, fortalecendo-me na virtude e defendendo-me dos perigos a fim de que possamos vencer o inimigo maligno e mereça conseguir a gloria eterna assim seja. Amém.
Te amamos São José.


Enviado pela coordenação do Terço das Mulheres da Paróquia de Patu

12 de março de 2014

Projeto de Revitalização e Recuperação do Complexo Turístico e Religioso do Santuário

Com mais de 90 anos de história de fé, os Missionários da Sagrada Família desenvolve um trabalho de evangelização e de cuidados pastorais em Patu e em especial no Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis, desde do Pe. Henrique Spitz,msf (in memorian) ao Pe. George Lourenço, msf a casa da Mãe dos Impossíveis passa por melhorias e adequações para melhor acolher e fortalecimento da fé.
Está em reforma a casa centenária dos religiosos, graças ao esforço dos romeiros e devotos vindo de tantos recônditos do país e  do mundo. Louvado seja Deus pela generosidade e presteza dos amigos do Santuário do Lima. Deus abençoe a todos e a cada um. Seja um amigo benfeitor do Santuário.
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Fotos: Adison Araújo

5 de março de 2014

Missa da Quarta-feira de Cinzas no Santuário

Na manhã desta quarta-feira (05), foi celebrada a missa de encerramento dos retiros de carnaval da RCC e ECC. O período forte da Campanha da Fraternidade é a quaresma, que inicia na quarta-feira de cinzas e termina na Semana Santa. O convite é a conversão em vista de uma melhor vivência do evangelho. É o que expressamos no momento da imposição das cinzas, quando o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”! O tema da Campanha da Fraternidade 2014: Fraternidade e Tráfico Humano, neste tempo todos os cristãos/católicos são convidados a prática da ORAÇÃO, JEJUM e CARIDADE. 
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Fotos: Raniery Alves e Mirlânio Cortez

4 de março de 2014

Quaresma - Caridade, Oração e Jejum

A palava “Quaresma” vem do latim “Quadragesima”, em referência ao “quadragésimo dia” antes da Páscoa. Nos idiomas de origem germânica, são utilizados derivados do termo “Lencten” (primavera).
Nos idiomas provenientes do Latim, o termo para designar este tempo de preparação para a Páscoa é “quadragesima”. Por exemplo, em espanhol é “Cuaresma”, em português, “Quaresma”, em francês, “Carême”, e em italiano, “Quaresima”.
Nos idiomas de origem germânica, incluído o inglês (“Lent”), o nome dado à Quaresma vem de “Lencten”, que significa “primavera”.
O sacerdote australiano do Opus Dei John Flader, em seu livro "Question Time: 140 questions and answers on the catholic faith" (“Hora das perguntas: 140 perguntas sobre a fé católica”), escreve que o termo “Quaresma” se refere à estação em que o Hemisfério Norte se prepara para a Páscoa e que acontece na primavera.
Ainda que isso não ocorra no Hemisfério Sul, onde esse sacerdote australiano mora, ele observa que “este continua sendo um termo apropriado, pois, se a Quaresma for bem vivida, ela representa uma verdadeira primavera, um novo crescimento na vida espiritual”.
“Santo Agostinho – acrescenta – escreveu que o tempo da Quaresma simboliza esta vida presente na terra, com suas adversidades e tribulações, e que o tempo da Páscoa simboliza a alegria da vida futura.”
A observância de um período de oração, jejum e esmola como preparação para a Páscoa remonta à época dos Apóstolos, ainda que, durante os primeiros séculos, se limitasse somente a poucos dias.


O Pe. Flader observa que São Leão Magno (440-461) dizia sobre a Quaresma que “foi instituída pelos Apóstolos” e que a Tradição sustenta que “sempre foi vivida com uma maior atenção à vida de oração, jejum e esmola”.

“Nos primeiros três séculos, o tempo de jejum se limitava a alguns dias, uma semana quando muito”, afirma o sacerdote. “A primeira menção aos 40 dias foi no concílio ecumênico de Niceia (325), mas no final do século IV o costume havia se estendido amplamente, tanto no Oriente como no Ocidente.”

Com relação à determinação da duração da Quaresma – 40 dias –, o sacerdote explica que se refere aos “40 dias de jejum e oração que Cristo passou antes do começo da sua vida pública”.

As igrejas do Oriente e do Ocidente contavam os dias da Quaresma de maneira diferente, pois no Oriente os fiéis eram eximidos de jejuar os sábados e domingos. Além disso, a Quaresma durava um total de 7 semanas.

O Ocidente, por outro lado, só os domingos eram isentos e a Quaresma durava 6 semanas. No entanto, dessa forma, os dias de jejum somavam apenas 36, não 40. “Foi no século VII – explica o Pe. Flader – que a Quaresma começou a ter seu início 4 dias antes, com a Quarta-Feira de Cinzas, de maneira que havia 40 dias de jejum, como na atualidade.”
A Igreja sempre manteve a tradição de jejuar e fazer abstinência durante a Quaresma, mas as normas se modificaram ao longo dos séculos.

Segundo a pesquisa do Pe. Flader, as regras do jejum se tornaram muito estritas no século V: “Só se permitia uma refeição, no final da tarde. A carne não era permitida, nem sequer aos domingos. A carne e o peixe – e, em muitos lugares, os ovos e produtos lácteos – eram absolutamente proibidos”.

O sacerdote recorda que, nas igrejas orientais, ainda são seguidas regras similares: “Não podem comer vertebrados ou produtos derivados de vertebrados, isto é, nem carne, nem peixe, nem ovos, nem queijo, nem leite”.

No Ocidente, no entanto, as normas mudaram. No começo, era permitido um pequeno lanche, depois o peixe foi aceito e, finalmente, aceitou-se também a abstinência de carne apenas na Quarta-Feira de Cinzas e às sextas-feiras. Além disso, os produtos lácteos também foram permitidos.

Atualmente, os católicos jejuam na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa, abstêm-se de carne nestes dias e em todas as sextas-feiras da Quaresma. O jejum, como definem os bispos dos Estados Unidos, consiste em ter uma refeição completa e dois lanches.

25 de fevereiro de 2014

Programação do Lançamento da CF - 2014

Tema: “Fraternidade e Tráfico Humano”

Lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou”.

Em 2014, a Campanha da Fraternidade terá como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”, cujo lema será: “É para a liberdade que Cristo nos libertou”.
A escolha do tema surgiu com a proposta dos Grupos de Trabalhos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e de Combate ao Trabalho Escravo, junto à Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e a entidades ligadas à Pastoral da Mobilidade Humana.
A situação do tráfico humano no país e no mundo é alarmante: a Organização Internacional do Trabalho (OIT) atenta para o aumento de vítimas do tráfico humano, do trabalho forçado e do tráfico para a exploração sexual. De acordo como site da Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil, o tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de vítimas por ano, incluindo homens, mulheres e crianças, mas principalmente pessoas vulneráveis e carentes – psicologicamente e de recursos.

24 de fevereiro de 2014

Natal do Pe. Jean Berthier ms

“Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter...”

Pia Batismal do Pe. Berthier, em Chatonnay
Há 174 anos, no dia 24 de fevereiro de 1840, nascia, em Châtonnay (Isère, França), Jean Berthier. Primeiro filho do casal Marie Putaud e Pierre Berthier, Jean tornar-se-ia Missionário de Nossa Senhora da Salette (1862), escritor e pregador muito conhecido (publicou em em torno de 40 livros, alguns traduzidos em até oito línguas, e pregou retiros e missões populares em dezenas de dioceses da França!) e, mais tarde, fundador dos Missionários da Sagrada Família (1895).

Todos sabemos que nossa vida não pode se resumir em recordar aquilo que se foi, por mais que ninguém possa esquecer impunemente que o passado deixa marcas vivas e suscita dinamismos no presente. Mas as visitas ao passado servem para identificar raízes e, mais ainda, para suscitar e alimentar sonhos que, projetados no futuro, iluminem e orientem o presente. Por isso, recordo o nascimento do nosso Fundador com o desejo de acolher e dar vida ao sonho dele e nosso.

Uma das principais marcas da vida e do ministério do Pe. Berthier é sua atenção a todos dos grupos de pessoas. Ainda jovem, com 23 anos de vida, escreveu um livro para ajudar as mães cristãs na sua vocação específica e na tarefa de educar os filhos numa perspectiva cristã. E depois não parou mais: escreveu livros direcionados aos jovens, às jovens, aos homens, às crianças, aos vocacionados, aos religiosos e religiosas, aos padres... E não cansava de insistir: uma missão nunca será frutífera se deixar em segndo plano os homens e as crianças...

Uma segunda marca desta vida plena de espírito evangélico e amor pela Igreja é a paixão pela formação à vida religiosa e missionária. A este ministério o Pe. Berthier dedicou quase três décadas de sua vida. Para dar carne e sangue a esta paixão, quis conhecer novas experiências, ousou tomar iniciativas inéditas, situou-se ao lado e no nível dos formandos, partilhou com eles os trabalhos, mesmo os mais duros, fez-se tudo para todos... E sem esquecer o acompanhamento sério e competente de outras pessoas na realização da própria vocação.

Quando jovem diácono da diocese de Grenoble, Berthier sentiu-se seduzido pela vida religiosa, assim como lhe foi mostrada na pequenez e simplicidade da nascente comunidade dos Missionários Saletinos. Mais tarde, ressoou no seu grande coração os contundentes apelos do Papa Leão XIII, que sacudiam a Igreja e pediam um novo despertar missionário. Mesmo sem jamais ter pisado uma “terra de missão”, em todas elas palpitou o coração inquieto do Pe. Berthier. E ele não descansou enquanto não reuniu em torno de si um grupo de jovens missionários.

Aos 55 anos de idade, e mesmo sem contar com uma saúde robusta, Berthier deixou sua França amada e refugiou-se na Holanda, então um oásis do catolicismo, para realizar seu sonho de formar missionários para oferecer à Igreja. Sendo já autor de dezenas de livros, sua bagagem não passava de um pequeno baú e uma sacola. Esta simplicidade que impressionou um cardeal seu amigo prosseguiu e amadureceu em Grave, onde, até à morte (1908) dividiu com seus discípulos o refeitóro, o dormitório, o trabalho, a sala de estudos, a pobreza e os sonhos, tudo...

Serão estas apenas “marcas do que se foi”, como diz a conhecida canção que entoamos no final do ano? Ou serão também traços dos “sonhos que vamos ter”, da utopia que orienta nosso caminhar, quase dois séculos depois? De minha parte, creio que a atenção às necessidades e possibilidades de cada pessoa e grupo, a paixão pelas missões, a busca de uma pedagogia inovadora, a simplicidade e a proximidade em relação ao povo, são preciosos elementos na consolidação da vida cristã, religiosa e apostólica também no tempo que se chama hoje.

Itacir Brassiani msf

23 de fevereiro de 2014

Abertura do Mirante do Santuário

Está aberto mais um ponto de encontro familiar e social no Santuário do Lima Patu, trata-se do mirante localizado com vista à barragem e a entrada da Rampa de Voo Livre. Aberto todos os domingos servindo lanches em geral e almoço. Visite-nos!
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Fotos: Raniery Alves

Último Domingo de Fevereiro/2014 - 7º Domingo do Tempo Comum

12 de janeiro de 2014

Tempo do Natal - Batismo de Jesus

A compaixão é o cumprimento de toda a justiça
Local onde Jesus foi batizado, no rio Jordão
O hábito batizar as crianças logo que nascem não pode obscurecer nossa inteligência e nos levar a esquecer que o batismo pregado e realizado por João Batista não gozava de estima junto às autoridades religiosas. Esta prática não lhes parecia ortodoxa. Tinha conotações de insubordinação e de inovação claramente inaceitáveis, claramente contrárias aos interesses e à doutrina do templo. A festa do batismo de Jesus nos ajuda a compreender mais claramente o sentido deste rito cristão.
Os doutrores da lei ensinavam que os incontáveis pecados do povo ignorante suscitava a ira de Deus, que havia fechado o céu e encerrado sua comunicação com a humanidade. O povo estava acostumado aos anúncios ameaçadores e à violência simbolizada na quebra da cana rachada e na extinção da frágil luz das velas... A lei judaica dizia que só o templo e seus agentes autoizados, mediante sacrificios e holocaustos, poderia lavar culpas e perdoar pecados.
João Batista ousa contrariar estas prescrições e práticas. Proclama que Deus não cobra nada para perdoar, e anuncia que a água abundante do rio Jordão lava as culpas que pesam sobre as costas dos mais pobres. Pede que se aproximem todos aqueles/as que desejam endireitar as estradas da própria vida e da sociedade, que querem “verter” sua vida noutra direção e reestabelecer a justiça. Como os três magos mostraram claramente no natal, João Batista recorda, muitos anos depois, que caminhos da graça de Deus n­ão passam necessariamente por Jerusalém e pelo templo...
Uma multidão de gente cansada e abatida, vergada sob o peso de uma canga de leis e condenações, acorre a João num lugar perdido à beira do rio Jordão. Gente humilde e humilhada, pobre e empobrecida, ignorante e ignorada, anônima e taxada de pecadora. Gente com fome de tudo: de pão, de justiça, de beleza, de graça, de acolhida, de cidadania. Todos os habitantes de Jerusalém, da Judéia e da região do rio Jordão saem à procura do profeta de hábitos simples e palavras exigentes.
Já adulto e prestes a assumir sua missão pública, Jesus deixa a Galiléia e vai à procura de João Batista em meio a essa gente, anônimo, na mesma fila, com os mesmos sentimentos. Ninguém percebe nada de diferente. Como tantos/as outros/as, também ele deseja endireitar caminhos, nivelar colinas, eliminar desníveis. Ele quer chamar o centro para a periferia e a periferia para o centro e preparar um povo bem disposto.
João pressente nessa atitude algo radicalmente novo, uma atitude que lhe parecia em desacordo com as práticas usuais. Percebe que está em curso uma inversão revolucionária. “É eu que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” Mas o Batista descobre que a justiça não pode ser realizada parcialmente. A encarnação de Deus deve atingir a humanidade em sua dimensão mais profunda: ele entra na fila dos pecadores de todos os tipos, se confunde e identifica com eles.
De muitos modos, especialmente na sua solidariedade com os excluídos, Jesus Cristo manifestou ao mundo acompaixão de Deus, sua incrível capacidade de padecer-com, de assumir o lugar dos últimos, das vítimas. Mas é também exatamente por isso que, no seu batismo, a voz do Pai diz que este filho é também a expressão mais profunda e gloriosa da sua complacência, do seu prazer, da realização plena do seu ser. Deus não é apenascompaix­ão mas também complacência!
Por que o Pai ama e se agrada do Filho? Porque Jesus passa no mundo fazendo o bem, mostrando que Deus não discrimina pessoas ou religiões. E faz isso assumindo o caminho do serviço, o papel de Servo. Ele revela a paternidade de Deus recriando os vínculos que irmanam a todos, começando pela acolhida dos últimos. Bem diferente do porta-voz que, anunciando os terríveis decretos do rei, simbolicamente quebrava uma cana e apagava uma vela...
Deus querido, Pai e Mãe dos homens e mulheres que aceitam o desafio de renascer da água e do Espírito, do sonho e da Palavra: te agradecemos porque nos acolhes como filhas e filhos amados, como servos e servas deste povo que amas. Conserva-nos no caminho do teu Filho, para que sejamos o próximo de uma gente que se sente cana vergada e pavio que se esvai. Faz de todos/as os/as batizados/as fator de aliança dos fracos, instrumento de justiça para quem está perto e quem está longe. E não nos deixes cair na tentação de uma justiça parcial ou superficial. Assim seja! Amém!


Pe. Itacir Brassiani msf

(Isaías 42,1-7 * Salmo 28 (29) * Atos dos Apósatolos 10,34-38 * Mateus 3,13-17)

10 de janeiro de 2014

Romaria de São Sebastião 2014 - Paulista/PB à Patu/RN


Presépio Natalino do Santuário estará exposto até o fim deste mês


O artista plástico Ricardo Veriano, responsável pela produção do Presépio Natalino do Santuário do Lima, nos informou que o mesmo ficará exposto até o dia 30 deste mês.

Segundo Ricardo, milhares de pessoas que ao longo do mês de dezembro visitaram o Santuário, puderam contemplar a simbologia do natal através da arte exposta no presépio, mas muitas pessoas ainda não tiveram a oportunidade de ver de perto a reprodução do cenário natalino.

De acordo com o artista, o ouro representa a realeza do menino, que se manifesta em seu amor, o incenso é o perfume agradável da oração, sinal do sacerdócio e da divindade do menino.  A mirra é uma erva que serve de remédio para curar feridas, é também usada nos ritos funerários. No presépio ela recorda a dor e a cruz que Jesus deverá enfrentar para a cura de nossas feridas.

No cenário podemos ver com perfeição não só as figuras do Menino Jesus na sua manjedoura, mas também de Maria sua mãe e José, além dos bois, ovelhas, estrelas, anjos, luz, presentes, onde cada símbolo representa algo ligado à vida”, disse Ricardo.

Origem

O 1º presépio foi montado por São Francisco de Assis, na cidade de Greccio, Itália em 1223. O santo ecologista queria que o presépio representasse a humildade, a pobreza e a convivência do nascimento de Jesus descritos por Isaías, Mateus, Lucas e João.
        
Visite o presépio - Cenário do Santuário do lima, versão 2013, assinado pelo artista plástico voluntario RICARDO VERIANO

O Tema : DEUS ESCOLHE AQUILO QUE NO MUNDO É FRACO PARA CONFUNDIR OS FORTES E O QUE É DESPREZADO PARA EXALTAR.( 1COR1,21)

Artesão convidado: RAIMUNDO DE BIA.
Cenotécnicos:  NÚBIA LOPES, SANDRO, LILÍ, AROLDO, LÉO E ADELSON.
Iluminação: JEAN
Registro Fotográfico: Andison Araújo e Bruno Campelo
Realização Santuário do Lima/Reitor Padre George Lourenço,MSF
Fonte da reportagem: Blog do Campelo


APOIO CULTURAL

Dr. Getúlio Barbosa
Nova Casa (caroé)
Jaíza Tecidos
Auto Oeste (Daniel Rocha)

Alexsandra Soares (Sandra de Resenildo)


6 de janeiro de 2014

Férias da espiritualidade ou espiritualidade das férias?

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo Diocesano de Campos (RJ)

O homem urbano atual tem muitas dificuldades em lidar com o tempo de repouso, e considerá-lo não um tempo vazio, mas de crescimento e harmonia espiritual. Parece que férias fosse o tempo de não fazer nada, ou fugir da mecânica por vezes estafante do trabalho. Assim facilmente se cai no tédio e na monotonia de programações que podem ser mais danosas que o cansaço da tarefa laboral.
Para o cristão o tempo de repouso é um tempo sabático de festa e lazer com o Senhor do tempo, que nos ensina a repousar no Espírito.  Estar em férias é abrir-se para o inédito, deixar-se surpreender pela beleza e colorido da vida que não temos as vezes na rotina para contemplar e simplesmente desfrutar em silêncio. Viver outra vez a presença de cada minuto como dádiva e dom divino, para despertar e iluminar todo nosso ser. Desembaçar o nosso olhar e as nossas narinas para experimentar a diversidade e criatividade do Deus criador na exuberante natureza.
Cultivar a ternura, afetos e sentimentos adormecidos ou até brutalizados, aprendendo a escutar e acolher o outro. Saborear a meditação como encontro gratuito e pleno com a Palavra, descendo ao núcleo mais profundo da interioridade e do coração.
Visitar, viajar, caminhar percorrendo rotas e jornadas espirituais de um turismo místico voltado para o absoluto e transcendente. Parar, recolher-se, unir-se resgatando a unidade perdida, refocalizando toda a nossa pessoa, assumindo com mais consciência o nosso projeto de vida. Desobstruir os canais de comunicação na família, compartilhar jogos, saídas, ter tempo para brincar e participar plenamente das alegrias e buscas de cada integrante do grupo parental.
Fazer as coisas sem pressa, procurando não só cumprir com uma tarefa, mas realizando-as com prazer e capricho, lembrando aquela frase de São José Maria Escrivá: "Estai no que fazes e fazei o que deves". Relaxar sentindo o corpo, a respiração, as pulsações, inovando em dietas e culturas alimentares, menos tóxicas, e agressivas, readquirindo o gosto pela irmã água, pelos legumes e pelas frutas.
Escutar com delicadeza o gorjear dos passarinhos, os sons da criação e ter novamente a experiência fascinante de ver o sol nascer ou o crepúsculo do mesmo astro rei. Desta maneira as férias se tornarão num momento de graça, de profunda alegria, e nos trarão a felicidade de redescobrir o sentido e a paixão de viver. Deus seja louvado!

4 de janeiro de 2014

Solenidade da manifestação de Jesus

Deus não pertence a nenhum povo ou religião!
Com os magos, aproximemo-nos da gruta-estábulo de Belém para acolher e reconhecer o rei-servo que nos faz livres, que nos conduz ao melhor de nós mesmos/as, que nos leva para fora do estreito círculo dos interesses mesquinhos e dos medos disfarçados. Contemplemos a glória de Deus que brilha nas suas criaturase deixemos aos seus pés nossos melhores dons: o desejo de uma humanidade tecida de infinitos gestos de aproximação e de solidariedade, inclusive entre quem não pertence à mesma religião ou à mesma nação.
Homens de outros pagos e diferentes crenças, os magos chegam a Jerusalém vindos do oriente, guiados por um sinal que brilha no firmamento. Mateus nos diz que eles batem às portas dos chefes políticos e dos líderes religiosos pedindo ajuda para decifrar os sinais e descobrir o caminho. Os escribas mostram saber, mas são incapazes de se mover. Herodes fica sabendo das coisas e é assaltado pelo medo de perder o poder. Os magos aprendem e ensinam que Aquele que merece honra e reverência não está nos palácios, nem nas capitais...
Por mais que o profeta a elogie, Belém está entre as cidades mais insignificantes de Judá. Somente a teimosia e a fé dos pobres podem esperar algo de um lugar tão insignificante. Pois é em direção a Belém que os magos seguem, e é lá que encontram a inocente alegria com feições de um menino, deitado numa manjedoura, sob o olhar cuidadoso de uma mãe. Como os magos, sábios estrangeiros e pagãos mal-vistos, somos chamados a redescobrir nossa fé original em lugares egrupos humanos que tomam distância do terrível vírus do poder.
O Pe. Berthier observa que o mesmo fato que faz a alegria dos magos provoca também o medo de Herodes. O que motiva a viagem dos magos coloca em alerta a capital e a classe dirigente de um pobre país dominado. Mas nada desencoraja estes peregrinos da fé: nem a indiferença dos líderes religiosos, nem o medo do rei submisso ao império, nem o paradoxo da estrebaria. Que prova para uma fé pouco robusta!... Mas eles compreenderam que aquela era a morada mais adequada para quem vinha para abater os poderosos e elevar os humildes.
Herodes aconselhara que os buscadores estrangeiros fossem a Belém e voltassem trazendo-lhe preciosas informações. Mas eles caminhavam levando presentes, e não cadernos de anotações... A estrela-sinal cumpre seu papel transitório, mas o sinal de que a humanidade tem um novo líder é o “menino deitado na manjedoura”. Os magos reconhecem a realeza de Jesus Menino e lhe oferecem ouro. Proclamam sua divindade oferecendo-lhe incenso. Mas também prenunciam sua morte, que seria desde cedo tramada nos corredores dos palácios, oferecendo-lhe mirra.
Este é o núcleo da fé que professamos: um Deus que se sente bem assumindo a carne humana e que, por amor, não recusa a cruz. Como é possível que tenhamos nos afastado tão perigosamente disso? Como entender que as igrejas tenham transformado a estrebaria em palácios, os sábios estrangeiros em reis que barram migrantes, os pastores em imperadores? Como é possível que tenhamos “descafeinado” uma fé tão revolucionária, reduzindo-a a uma espécie de analgésico para as dores de uma má consciência?
Paulo fala de um mistério até então desconhecido e finalmente a ele revelado: que todos os povos e religiões particpam da mesma herança do Reino de Deus e são membros do corpo de Cristo em igual dignidade com os judeus. Com isso, Paulo derruba todos os muros que separam  e hierarquizam, atraindo também a raiva de muitos compatriotas. Em nome de Deus, ele nega toda superioridade religiosa. Na raiz da nossa fé está esta alegre descoberta da igualdade, sem privilégios.
É a ti que nos voltamos, Deus dos humildes, Deus envolto em fraldas, destino e refúgio de todos os que peregrinam nas estradas de um mundo desigual. Dá-nos palavras e sinais que guiem nossos passos inseguros no rumo certo. Não deixes, bom Deus, que tua Igreja se detenha nos palácios, que quase sempre escondem prisões. Ajuda-nos a reconhecer tua presença na Belém de todos os homens e mulheres e a ver as diversas religiões como diferentes caminhos que conduzem ao encontro contigo. E ensina-nos caminhos novos, que nos levem a um mundo novo. Assim seja! Amém!
Pe. Itacir Brassiani msf

(Isaías 60,1-6 * Salmo 71 (72) * Carta aos Efésios 3,2-6 * Mateus 2,1-12)

1 de janeiro de 2014

Imagens da Romaria de Nossa Senhora dos Impossíveis 2014

Na oitava de Natal junto com a Solenidade de Maria Mãe de Deus a humanidade inicia um novo ano civil. O Natal marca e registra a irrupção do eterno e do infinito na história humana. Deus decidiu morar definitivamente conosco, dando também um sentido de transcendência ao calendário, o Cronos ( tempo profano ) se torna Kairós ( tempo da graça ).
Superamos a visão dos antigos romanos que deviam no começo do ano cultuar ao deus Jano, a divindade das portas, que tinha duas faces voltadas para dois lados, era ele quem abria o ano.   No entanto no réveillon e na passagem do ano, constatamos ainda resquícios de um pensamento mágico: simpatias respeito a cores, alimentos, vestimentas, pretensas adivinhações e presságios sobre o ano novo, desejos genéricos de paz e de mudanças para a nossa vida.
Esta forma de perceber o ano novo é perpassada pela necessidade de conjurar o tempo e o destino, como se fossemos reféns de forças ocultas.    Para os cristãos a perspectiva é diferente pois foi para a liberdade que Cristo nos libertou.    O ano será novo se nós o tornarmos novo, se formos de fato construtores da fraternidade e da justiça.
O tempo para os que tem fé é oportunidade para fazer acontecer o Reino, para ir ao encontro do Deus Salvador.    Por isso, desde o ano 1967 o Papa oferece a todos os povos e nações, uma mensagem de como trabalhar o paz no ano que inicia. Para o ano 2014 o tema focalizado pelo Papa Francisco é: " Fraternidade, fundamento e caminho para a Paz".
De veras começar o ano buscando o irmão, para trilhar um caminho juntos de perdão, reconciliação e justiça, leva as pessoas nos vários círculos de convivência, família, comunidade, sociedade, nação a vencer a pobreza, edificar uma economia mais solidaria, extinguir e resolver as guerras e guardar e cultivar a natureza.
Devemos passar da indiferença e hostilidade para a coexistência e a convivência, chegando a fraternidade entre todas as pessoas, povos e criaturas.    "Que Maria a Mãe de Jesus, nos ajude a compreender e a viver todos os dias a fraternidade que jorra do coração do seu Filho, para levar a paz a todo o homem que vive nesta nossa amada terra",  ( Papa, Francisco, 08 de dezembro de 2013 ).    Deus seja louvado!
Durante toda a manhã do primeiro dia do ano, foi celebrada três missas distribuída em diversos horários e igrejas, sendo uma delas presidida por Dom Mariano, bispo da Diocese de Mossoró 
O Padre George Lourenço,MSF avalia de forma positiva a participação e devoção a virgem Maria no santuário do Lima com o titulo de Nossa Senhora dos Impossíveis
Fotos: Andison Araújo
Texto: Raniery Alves e Portal CNBB


30 de dezembro de 2013

Romaria de Nossa Senhora dos Impossíveis/2014

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Localizado na Serra do Lima, na zona rural do Município de Patu, interior do Rio Grande do Norte, o Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis é um dos lugares de maior visitação religiosa de todo o Nordeste brasileiro.

A cada 1º de janeiro, quando o mundo celebra o Dia da Confraternização Universal, repete-se no Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, em Patu, uma imensa romaria, com romeiros oriundos de vários Municípios do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de outros Estados brasileiros.

Para este dia 1º de janeiro de 2014 (quarta-feira), a expectativa é de mais uma multidão de fiéis cristãos-católicos subindo a ladeira que leva ao Santuário, um dos mais belos cartões postais do Rio Grande do Norte.

Neste dia 1º de janeiro de 2014 acontecerá mais uma edição da Romaria de Nossa Senhora dos Impossíveis.

Para acolher os fiéis que certamente lotarão o Santuário, serão celebradas missas às 7 horas, às 9 horas e às 11 horas.

O Bispo da Diocese de Santa Luzia, de Mossoró, dom Mariano Manzana, é presença confirmada na Romaria do Santuário do Lima, e será concelebrante de uma das missas.

Quem visitar o Santuário do Lima neste dia 1º de janeiro, verá que a fé em Deus, desenvolvida em meio a uma tradicional religiosidade popular, ainda é a combustão maior para a vida de milhares de pessoas.

Imagem: Raniery Alves
Texto: Blog o Messiense

25 de dezembro de 2013

Festa do Nascimento de Jesus - Missa do dia

A glória de Deus é o ser humano vivendo plenamente
Presépio permanente na "gruta dos pastores", em Belém
Na longa e bela meditação com a qual introduz sua versão da boa notícia de Deus, o evangelista João deixa bem claro que a vida de Jesus não foi nem é uma unanimidade, como pretende ser seu substituto comercial, o Papai Noel. O Verbo de Deus veio como luz no meio das trevas, e estas não o dominam, mas também não o reconhecem. Ele veio ocupar sua própria casa, mas seus parentes não o acolheram. Mas Deus não desiste e, mesmo assim, faz-se carne e arma sua tenda no meio de nós.
João diz que Jesus nos revelou a glória de Deus, mas em que consiste concretamente esta glória? Na língua grega (doxa) e na língua hebraica (kabod) esta expressão traduz a idéia de riqueza, esplendor, valor ou significado de uma pessoa. Quando vem referida a Deus, glória expressa a ação salvadora de Deus e o respeito que devemos a ele. Ver a glória de Deus significa testemunhar seus atos de compaixão e de libertação em favor das pessoas humilhadas.
É exatamente isso que Jesus Cristo nos revela, tanto no momento inicial da encarnação como no desenrolar da sua vida, especialmente no alto da cruz. A glória de Deus não é refém do santuário, nem paira por detrás de uma nuvem, mas está na pesssoa e na ação de Jesus. Ele nos revela a dignidade do ser humano e o respeito que lhe devemos. E manifesta também a verdade e a vontade de Deus, que age no ritmo ditado pela compaixão e não conhece limites nem impõe restrições.
Fazendo-se carne e armando sua tenda no coração da história o Filho de Deus manifesta a glória de Deus de uma forma nova, inesperada e inconfundível. A palavra ‘carne’ traduz o sentido de materialidade e vulnerabilidade, experiências próprias do ser humano no mundo. A glória que Deus manifesta mediante Jesus não consiste em dar ordens, caminhar sobre as águas, deslocar montanhas ou falar com eloquência, mas em assumir solidariamente nossa humana condição.
Jesus faz brilhar a glória de Deus esvaziando-se, assumindo a vulnerabilidade da qual sempre queremos fugir, por vergonha ou por medo. Assim, ele revela aquilo que somos realmente: seres limitados e necessitados do outro, abertos a uma plenitude que nos falta.  O conteúdo palpável da glória de Deus é o amor concreto e universal que move a vida de Jesus e a sua fidelidade intransigente neste dinamismo. O que começou como visita se transforma em moradia.
A encarnação, com tudo o que implica em termos históricos e antropológicos, é o desejo mais profundo de Deus e meta à qual tende. Este é o primeiro ensinamento de Deus e a boa notícia anunciada pelos passos belos e apressados dos mensageiros visualizados por Isaías. É essa revelação que faz os guardas cantar de alegria e provoca júbilo até nas ruínas aparentemente mortas da cidade. É isso que faz um povo cansado e abatido explodir de alegria.
Um segundo ensinamento que Deus nos dá mediante o Natal é que ele estima e ama profundamente a humanidade e cada ser humano, a começar por Maria, humilhada e desprezada. Se por Moisés nós recebemos uma lei que orienta, mas que também limita e oprime, em Jesus Cristo Deus nos dá a graça a verdade. “De sua plenitude todos nós recebemos, graça por graça.” Em Deus, a primazia é do amor; as exigências e mandamentos vêm depois da graça, como resposta, e não como pressuposto.
Uma terceira lição que Deus nos dá no Natal é que seu amor – e todo amor – muda a lógica convencional: a lógica matemática, que analisa tudo como causa ou efeito; a lógica do mérito e da culpa, que premia e castiga; a lógica da competição que vence e elimina; a lógica que valoriza os inteligentes, fortes, ricos e virtuosos. Deus ensina que os últimos são os primeiros, que as pessoas que servem são as mais importantes, que as que se esvaziam por amor estão plenas de glória.
Aqui estamos, Deus Pai-Mãe, ajoelhados e maravilhados diante do que nos dás a conhecer sobre ti mesmo e sobre nossa dignidade no mistério do nascimento do teu Filho e nosso Irmão. Te agradecemos imensamente porque transformaste nossa frágil carne na tua amada tenda, na meta final de todos os teus desejos. Obrigado porque manifestas tua glória dando-nos dignidade e vida plena! Obrigado porque nos introduzes numa outra lógica, a lógica da compaixão, da colaboração e da graça, que supera a maldita lógica da competição e do mérito! Obrigado por este precioso presente: vieste como visita e decidiste permanecer para sempre conosco! Assim seja! Amém!

Pe. Itacir Brassiani msf
(Isaías 52,7-10 * Salmo 97 (98) * Carta aos Hebreus 1,1-6 * João 1,1-18)

23 de dezembro de 2013

Romaria do Natal 2013


Festa do Nascimento de Jesus - Missa da noite

A glória de Deus é o ser humano vivendo plenamente
Na longa e bela meditação com a qual introduz sua versão da boa notícia de Deus, o evangelista João deixa bem claro que a vida de Jesus não foi nem é uma unanimidade, como pretende ser seu substituto comercial, o Papai Noel. O Verbo de Deus veio como luz no meio das trevas, e estas não o dominam, mas também não o reconhecem. Ele veio ocupar sua própria casa, mas seus parentes não o acolheram. Mas Deus não desiste e, mesmo assim, faz-se carne e arma sua tenda no meio de nós.
João diz que Jesus nos revelou a glória de Deus, mas em que consiste concretamente esta glória? Na língua grega (doxa) e na língua hebraica (kabod) esta expressão traduz a idéia de riqueza, esplendor, valor ou significado de uma pessoa. Quando vem referida a Deus, glória expressa a ação salvadora de Deus e o respeito que devemos a ele. Ver a glória de Deus significa testemunhar seus atos de compaixão e de libertação em favor das pessoas humilhadas.
É exatamente isso que Jesus Cristo nos revela, tanto no momento inicial da encarnação como no desenrolar da sua vida, especialmente no alto da cruz. A glória de Deus não é refém do santuário, nem paira por detrás de uma nuvem, mas está na pesssoa e na ação de Jesus. Ele nos revela a dignidade do ser humano e o respeito que lhe devemos. E manifesta também a verdade e a vontade de Deus, que age no ritmo ditado pela compaixão e não conhece limites nem impõe restrições.
Fazendo-se carne e armando sua tenda no coração da história o Filho de Deus manifesta a glória de Deus de uma forma nova, inesperada e inconfundível. A palavra ‘carne’ traduz o sentido de materialidade e vulnerabilidade, experiências próprias do ser humano no mundo. A glória que Deus manifesta mediante Jesus não consiste em dar ordens, caminhar sobre as águas, deslocar montanhas ou falar com eloquência, mas em assumir solidariamente nossa humana condição.
Jesus faz brilhar a glória de Deus esvaziando-se, assumindo a vulnerabilidade da qual sempre queremos fugir, por vergonha ou por medo. Assim, ele revela aquilo que somos realmente: seres limitados e necessitados do outro, abertos a uma plenitude que nos falta.  O conteúdo palpável da glória de Deus é o amor concreto e universal que move a vida de Jesus e a sua fidelidade intransigente neste dinamismo. O que começou como visita se transforma em moradia.
A encarnação, com tudo o que implica em termos históricos e antropológicos, é o desejo mais profundo de Deus e meta à qual tende. Este é o primeiro ensinamento de Deus e a boa notícia anunciada pelos passos belos e apressados dos mensageiros visualizados por Isaías. É essa revelação que faz os guardas cantar de alegria e provoca júbilo até nas ruínas aparentemente mortas da cidade. É isso que faz um povo cansado e abatido explodir de alegria.
Um segundo ensinamento que Deus nos dá mediante o Natal é que ele estima e ama profundamente a humanidade e cada ser humano, a começar por Maria, humilhada e desprezada. Se por Moisés nós recebemos uma lei que orienta, mas que também limita e oprime, em Jesus Cristo Deus nos dá a graça a verdade. “De sua plenitude todos nós recebemos, graça por graça.” Em Deus, a primazia é do amor; as exigências e mandamentos vêm depois da graça, como resposta, e não como pressuposto.
Uma terceira lição que Deus nos dá no Natal é que seu amor – e todo amor – muda a lógica convencional: a lógica matemática, que analisa tudo como causa ou efeito; a lógica do mérito e da culpa, que premia e castiga; a lógica da competição que vence e elimina; a lógica que valoriza os inteligentes, fortes, ricos e virtuosos. Deus ensina que os últimos são os primeiros, que as pessoas que servem são as mais importantes, que as que se esvaziam por amor estão plenas de glória.
Aqui estamos, Deus Pai-Mãe, ajoelhados e maravilhados diante do que nos dás a conhecer sobre ti mesmo e sobre nossa dignidade no mistério do nascimento do teu Filho e nosso Irmão. Te agradecemos imensamente porque transformaste nossa frágil carne na tua amada tenda, na meta final de todos os teus desejos. Obrigado porque manifestas tua glória dando-nos dignidade e vida plena! Obrigado porque nos introduzes numa outra lógica, a lógica da compaixão, da colaboração e da graça, que supera a maldita lógica da competição e do mérito! Obrigado por este precioso presente: vieste como visita e decidiste permanecer para sempre conosco! Assim seja! Amém!
Pe. Itacir Brassiani msf

Celebrações do Natal em Patu/2013

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8 de dezembro de 2013

Santos e imaculados

"Em Cristo, Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e imaculados diante dele, no amor" (Ef 1, 4). Na criação do mundo, descrita com traços de artista pelo Livro do Gênesis (Cf. Gn 1-3), a humanidade e todo o universo foram pensados como comunhão plena entre Deus e toda a sua obra. Não fomos feitos para a perdição, mas para a felicidade. No final de sua obra, Deus é visto pelo autor sagrado como alguém que se sente contente com o que foi realizado: "E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: o  sexto dia" (Gn 1, 31).
A promessa feita após o pecado de nossos primeiros pais - "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3, 15) - realizou-se no plano eterno de salvação, quando o Verbo de Deus se fez carne no ventre da Virgem Maria, escolhida dentre todas as mulheres, vista com amor infinito pelo Pai do Céu, que a preservou de toda mancha do pecado, aquela que foi saudada com expressões inusitadas: “Alegra-te, cheia de graça! ­ O Senhor está contigo” (Lc 1,28). Ao celebrá-la como Imaculada, a Igreja propõe a todos os cristãos um sinal precioso, exemplo maravilhoso do projeto de Deus realizado.
Ser preservada da mancha do pecado original não isentou a Virgem Maria de todas as realidades humanas, vividas de forma excepcional, mas, de verdade, humanas! Nós a vemos solícita na caridade, a perfeição maior da humanidade, indo à casa de Isabel para servir. Em Nazaré, durante os anos da vida oculta de Jesus, conhecido apenas como filho do Carpinteiro, é a mulher da escuta, guardando todos os acontecimentos e meditando-os em seu coração. Em Caná, perfeição tem nome de atenção e solicitude. Na vida pública de Jesus, aquela que buscou viver a Palavra de Deus e se apaixonou pela sua vontade não faz outra coisa senão agradar a Deus. Aos pés da Cruz, quando uma espada de dor traspassou sua alma, acolhe com inteireza a realização de sua missão. Só então, percorridas todas as etapas anteriores, a Imaculada estará em oração, com os discípulos de seu Filho, aguardando a vinda do Espírito Santo, cuja força conduz a Igreja pelos caminhos da história.
Ousamos propor um caminho para sermos santos e imaculados, aos olhos de Deus, no amor! É uma estrada (ascese, subida!) para a perfeição, olhando para Maria, já que Deus no-la oferece para descobrirmos como todos nós fomos pensados!
Comecemos pelo discernimento, ao identificar, no meio de tantas outras vozes, aquela que vem de Deus e nos oferece uma missão. Quem descobre seu lugar e estabelece metas com clareza, poderá enfrentar melhor os obstáculos. Trata-se de apurar o ouvido, com a ajuda preciosa do Espírito Santo de Deus que conduz todas as pessoas que se exercitam na estrada da docilidade. Maria, a Virgem da Escuta, Imaculada em Nazaré, bendita entre as mulheres, será sempre a referência perfeita para quem quer percorrer esta estrada.
Perfeição na caridade é a segunda proposta. Não se trata de perfeccionismo, mas muito mais de abertura para aproveitar todas as oportunidades e fazer sempre o bem. Afinal, sabemos que "a caridade cobre uma multidão de pecados" (1 Pd 4,8). Dar o primeiro passo para amar e servir é estrada infalível para a perfeição do amor, o caminho da Imaculada!
Trabalhar, correr de um lado para outro, encontrar-se com as pessoas, buscar água na fonte, preparar os alimentos, cuidar da casa... Maria, a Imaculada, foi discípula do próprio Filho. O dia a dia bem vivido, tirando todas as lições dos acontecimentos, é outra indicação a ser acolhida. Não se trata tanto de fazer grandes coisas, mas realizar com grandeza de alma todos os passos de cada jornada, sabendo que a cada dia basta o seu cuidado (Cf. Mt 6, 34). A atenção a cada pessoa que passa por nós será exercício de equilíbrio e autocontrole, jeito próprio de Maria para viver, caminho de imaculatização.
A Virgem de Caná é a Imaculada que nos conduz ao que é essencial: “Fazei tudo o que ele vos disser (Jo 2, 15)!” A vida se torna milagre e o pecado é vencido quando somos capazes de renunciar a nós mesmos e acolher a receita dada por aquela que a oração da Igreja chama de "Sede da Sabedoria". Não é suficiente viver, mas necessário saber viver, descobrindo, na escuta da Palavra de Jesus, a estrada para que tudo se transforme. A aparente falta de graça do cotidiano é preenchida quando os potes são apresentados a Jesus. Dá para oferecer-lhe tudo, sem medo ou receio!
Diante do sofrimento de qualquer ordem que se apresente, há também uma estrada mestra a ser percorrida. Não imaginar que alguém será dele preservado, mas transformar cada dor, por menor que seja, em amor a Deus e ao próximo. A inteireza de pessoas maduras, diante da enfermidade ou das crises diversas que a vida oferece, sem fatalismos, é prova de que está em processo um caminho de perfeição, malgrado todos os limites pessoais. Aos pés da Cruz, a Virgem Imaculada é a mulher de personalidade sólida e madura diante dos desafios.
A Virgem Imaculada chegou ao Cenáculo, perseverou em oração com os discípulos (At 1, 14), deixou-se envolver mais uma vez pelo dom do Espírito Santo que a tinha coberto com sua sombra (Cf. Lc 1, 35). Aquele que é perfeito e a criou entregou-a à Igreja, Mãe e companheira, figura e modelo da própria Igreja, para ser sinal da vitória sobre o mal e o pecado, até o fim dos tempos, ajudando os cristãos a prepararem a vinda do Senhor: "Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas" (Ap 12, 1). A Imaculada e a Igreja! Que graça imensa participar de tal caminho de perfeição. "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós"!
Dom Alberto Taveira Corrêa 
Arcebispo de Belém (PA)
Fonte: CNBB