24 de janeiro de 2015

Zilda Arns, católica brasileira falecida no terremoto do Haiti, começa a caminhada aos altares

A médica brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, é mais uma candidata à santidade. A médica sanitarista morreu em missão, há cinco anos, no dia 12 de janeiro de 2010, aos 75 anos, durante um terremoto no Haiti.  A entrega oficial da moção que solicita a abertura do processo de beatificação da médica foi realizada no dia 10 de janeiro, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Cerca de 40 mil pessoas de todos os estados brasileiros estiveram presentes.
A Sagrada Eucaristia foi conduzida pelo presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Dom Raymundo Damasceno, e contou com a presença de mais de 20 bispos de vários municípios brasileiros e autoridades municipais e estaduais. Durante a celebração, a Pastoral da Criança entregou à Arquidiocese de Curitiba o pedido, com quase 130 mil assinaturas. Agora, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antonio Peruzzo, deve apresentar o caso à Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano.
A moção é um documento que reúne assinaturas, com o objetivo de demonstrar o apoio da população a uma causa ou proposta. Neste caso, os fiéis apóiam o reconhecimento à fama de santidade e ao legado evangelizador e pastoral da doutora Zilda.
A Pastoral da Criança, fundada em 1983, é uma organização católica que assiste quase 1,3 milhões de crianças pobres em 20 países da América Latina, África e Ásia. Zilda Arns recebeu numerosos prêmios, como o de direitos humanos nas Nações Unidas, concedido em 2002.
“O trabalho de minha mãe à frente da Pastoral foi marcado pelo altruísmo e isso permanece até hoje. As pessoas que integram a Pastoral buscam melhorar sua atuação junto às crianças e à sociedade, não pedem nada para si, mas pelos outros. O apoio à beatificação de uma leiga também chama a atenção para o fato de que todos os cristãos são chamados à santidade, e não apenas aqueles que seguem a vocação religiosa”, disse Nelson Arns, coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança e filho de Zilda.
Para o arcebispo da Paraíba (PB) e membro do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, Dom Aldo Di Cillo Pagoto, responsável pelo anúncio de que a Igreja do Brasil daria início ao pedido de beatificação de Zilda, o reconhecimento da médica representaria a valorização do enorme legado deixado por ela.
“Zilda dedicou-se a uma concepção de vida que precisa ser valorizada. Foi agregadora dos valores de defesa e promoção da vida de crianças e idosos. Seu trabalho tem um caráter sagrado, mas também político. Por isso pedimos reconhecimento para essa líder e benemérita”, declarou.
Biografia
Zilda Arns nasceu em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina (SC). Ela desenvolveu um importante trabalho social, reconhecido em todo país. Além da Pastoral da Criança, também fundou a Pastoral da Pessoa Idosa. A médica pediatra e sanitarista ficou conhecida nacionalmente e em mais 21 países pelo trabalho de combate à mortalidade infantil e de proteção a gestantes e idosos, com a ajuda de um exército de mais de 200 mil voluntários.
A candidata à beata morreu no dia 12 de janeiro de 2010, durante o terremoto que devastou o Haiti. Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país.

23 de dezembro de 2014

Ele chegou

Deus cumpriu a promessa e mandou seu Filho. Ele chegou. Está entre nós, como um de nós, para nos ensinar a viver como Ele. Assim consertamos o convívio, com a prática de seus ensinamentos.
 É preciso entender porquê, como, para que e para quem Ele veio. Sua presença entre nós, além de salutar, é educativa e transformadora, mesmo não sendo conhecido e até não aceito por muitos. A incidência de sua missão tem efeito saneador para toda a humanidade, em sentido contrário ao estrago feito por nossos primeiros ancestrais e continuado pela humanidade no decorrer dos tempos.
Ele chegou como criança. Sem a malícia danosa do adulto que julga, peca, estraga o convívio, torna-se muito injusto, usa a inteligência e a ciência para privilegiar alguns em detrimento da maioria, discrimina, diminui o valor da família, explora os mais frágeis, faz guerra e armas para ganhar dinheiro e domínio sobre outros, desperdiça alimento enquanto grande parte passa fome... O Deus feito criança nos ensina as virtudes da verdade, do bem, da pureza de intenção, da doação de si pelo bem do outro, da simplicidade, da atitude de servir e não ser servido, da disponibilidade para ajudar a convivência fraterna e amiga. Ensina o tornar-se criança para se alcançar o Reino do céu...
Ele chegou porque nos criou à sua imagem e semelhança. O ser humano desqualificou a habitação de Deus em si e se endeusou. Quando isso acontece, um explora o outro, julga-se com o poder divino deturpado. Nenhum ser humano é Deus. Sem Deus ele se auto-destrói e arrasa o convívio com o semelhante e com a natureza. O Emanuel veio implantar uma nova ordem social. O instrumento necessário por Ele usado e ensinado é o amor. Só o verdadeiro amor, provindo de Deus, constrói.
Sua chegada se dá para dar força à relação salvadora do divino com o humano. Uma vez desfeita essa relação com o pecado da autossuficiência humana, só a vinda do alto pode pontificar a passagem do relativo humano ao absoluto divino. A religião puramente humana não é capaz de fazer isso. O humano, contando só com suas forças, não é capaz de fazer a transposição do natural ao sobrenatural. Foi preciso Deus vir até nós para o entrecruzamento do liame indelével das duas naturezas do Filho de Deus para unir o divino com o humano. A própria fé religiosa, para ter seu efeito de benefício pleno a nós, precisa fazer a ligação das hastes vertical e horizontal, ou seja, de nossa relação com Deus e com o semelhante, na prática da justiça e do amor.
Ele veio para quem é carente, caído, deserdado, pobre, desesperançoso, incapaz de encontrar sozinho o sentido da vida e da solução para seus problemas e limites, para quem se sente e é desumano, buscando socorro para seus limites... Ele é quem precisamos: um de nós com o poder de nos tornar verdadeiramente humanos, cumulando-nos com sua realidade divina! É o Deus-conosco!

D. José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

26 de novembro de 2014

A vinda

Quando esperamos alguém importante ou uma pessoa muito querida nossa emoção se torna radiante e alegre. Afinal, a vida só vale para amar, a partir de quem queremos e nos quer bem!

A humanidade, optando por andar sozinha, viu-se sem rumo e possibilidade de realização na sua história presente. A ciência, o desenvolvimento econômico, a cultura e a técnica não têm sido suficientes para preencherem o vazio de Deus em sua realidade. Mas o Criador, amando a obra por Ele criada, especialmente a que Ele fez como sua imagem e semelhança, foi dando sinais de querer arrumar um lugar no contexto humano, tornando-se um de nós, com todas as conseqüências, menos a de se ater ao que invalida a relação com o divino, ou seja, o mal moral.
A vinda do Filho de Deus humanizado conosco exige preparação especial de nossa parte. Ele avisa pelos profetas que vem “ao encontro de quem pratica a justiça com alegria, de quem se lembra de ti em teus caminhos” (Isaías 64,4). A preparação empolgante para recebê-lo precisa da abertura para viver na justiça de quem se reconhece pecador mas quer mudar de vida, atendo-se às suas orientações e seguindo seus exemplos.
O Advento é eminentemente propício para nos colocar em atitude de aceitação da vida nova trazida pelo Cristo. Ele nasce no coração vazio de si mesmo, com abertura ao outro, numa verdadeira atitude de fraternidade e solidariedade. Amar é o critério para Ele nascer no coração da pessoa que deseja acolhê-Lo e entrar em comunhão com Ele. Cada um, então, se coloca em disponibilidade para realizar o que Ele vai indicando. Seu Evangelho é o livro aberto de sua vida a nos ensinar o caminho a seguir. Em primeiro lugar deve-se estar disposto a mudar de vida, ou seja, romper com a maldade e o egoísmo e superar tudo o que nos fixa em nossas atitudes contrárias ao serviço ao próximo, à convivência familiar oposta aos ditames da ternura, da compreensão e do amor.
A espera da chegada do Salvador nos faz abertos ao diálogo da oração pessoal, em família e na comunidade. A novena do Natal é um instrumento muito eficaz para tanto!
A penitência nos faz fortificar a vontade para nos treinarmos e fortalecermos nossa vontade, superando as tentações do egoísmo, da busca desenfreada dos apetites instintivos e do orgulho pessoal.
Sentimo-nos alegres, sabendo que nossa vida em busca de realização tem jeito. O jeito proposto pelo Emanuel. Ele nos ensina a verdade sobre nós, nossa vida familiar, social e eclesial. Precisamos ficar dóceis à ação do Espírito Santo para afinarmos nossa vontade à de Deus, como vem nos ensinar o Deus-conosco!
Com a penitência abstemo-nos de coisas supérfluas para reservarmos uma doação consistente e ajudarmos a evangelizar, através da coleta para a Evangelização feita no 3.o domingo do Advento. Ajudamos assim, a ação evangelizadora da Igreja em nossa região e em todo o Brasil.
A vinda do Salvador nos dá um novo entusiasmo para revermos nossa vida em vista do proposto por Ele.

Dom José Alberto Moura, CSS
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Fonte: CNBB

12 de outubro de 2014

Imagens da 3ª Romaria da Pastoral da Criança

Há 25 anos que a Diocese de Mossoró luta pela vida de suas crianças com o trabalho da Pastoral da Criança e foi graças às primeiras sementes lançadas em terreno bom e fértil é que no dia 12 de Outubro de 2014 iremos comemorar os 25 anos de existência. A sua participação  Pai, Mãe, Líderes e Apoio é importante na Celebração Eucarística.


11 de outubro de 2014

Uma mãe para as crianças do Brasil

No dia 12 de outubro comemoramos, simultaneamente, Nossa Senhora Aparecida e o Dia da Criança. Não sei qual foi a motivação para juntar as duas comemorações em uma só, mas confesso que é uma feliz coincidência.
Toda criança, para nascer, precisa de uma mãe. Para crescer e se desenvolver de forma saudável também precisa da mãe ou de alguém que faça às vezes de mãe. Por isso, ninguém é mais importante na vida da pessoa do que a mãe e o pai. Sem eles, não teríamos nascido.
Ao lado deles, na medida em que a pessoa cresce, vão conquistando importância os irmãos, amigos de infância, avós, professores, catequistas e assim por diante. As referências, no entanto, para a maioria das pessoas, continuam sendo os pais. É por isso que é tão difícil para um filho entregar a mãe ou o pai na hora da morte.
A mãe de todos os brasileiros e, principalmente das crianças do Brasil, é Nossa Senhora Aparecida. É ela que congrega os devotos em seu santuário e estende o seu manto protetor sobre os seus filhos amados. A sua predileção são as pessoas indefesas, ou seja, as crianças, os pobres e os doentes. Não é por nada que encontramos tantas comunidades consagradas à Mãe Aparecida por este Brasil afora. E também não é por nada que a sua imagem se encontra na maioria das capelas da Diocese, ocupando lugar central nas comunidades mais pobres e necessitadas. Como brasileiros, somos felizes por termos, em Nossa Senhora Aparecida, uma mãe que olha com carinho e ternura para nós.
Nos dias que antecedem ao dia 12 de outubro, a Igreja no Brasil celebrou a Semana Nacional da Vida, com destaque para o dia do Nascituro.
O nascituro é a criança que está sendo gerada no ventre da mãe e aguarda o dia de poder vir à luz. Mesmo que ainda não seja reconhecido oficialmente como pessoa, mas apenas visto como embrião, é um ser humano. E mais do que em qualquer outra etapa da vida, este ser humano depende da mãe.
Ao ligar a Semana Nacional da Vida com o Dia do Nascituro, Dia da Criança e Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Igreja quer confiar nascituros e crianças à proteção da Mãe de Jesus. Por isso, peçamos que, conforme nos pede o Papa Francisco, “Maria faça crescer em nossos corações os sentimentos de ternura, de esperança e de paciência, que nos possibilitam cuidar de toda vida humana, de modo especial da vida mais frágil, mais marginalizada e mais indefesa”. Que a Mãe Aparecida abençoe as crianças de nossas comunidades, concedendo-lhes crescerem “em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52).
Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

2 de outubro de 2014

Bispos do RN pedem CONSCIÊNCIA na hora de Votar

Faltando apenas três dias para as eleições gerais de domingo, a Igreja Católica divulga nota na qual os bispos das três dioceses do Rio Grande do Norte chamam a atenção dos fieis para a responsabilidade na hora de votar. Para Dom Jaime Vieira Rocha (arcebispo de Natal), Dom Mariano Manzana (bispo de Mossoró) e Dom Antônio Carlos Cruz Santos (bispo de Caicó), a escolha dos cristãos, em relação aos candidatos, deve ser feitas “à luz dos valores do Evangelho” e, alertam, que não é adequado se abster do processo político das eleições diante de “falhas” verificadas em partidos e/ou políticos.



Confira a nota na íntegra

Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo,
Querido Povo de Deus,

Já se aproxima o dia 05 de outubro, quando somos convocados a escolher dentre os candidatos, pelo voto livre e soberano, o presidente da República, o Governador do Estado, um senador e deputados estaduais e federais, sobre os quais confiaremos os destinos do Brasil e do Estado pelos próximos quatro anos. Trata-se de um grave desafio que exige responsabilidade de cada eleitor. Neste instante, nos dirigimos aos cristãos, em especial, os católicos dos quais nos identificamos como irmãos e pastores. 

Todos são chamados a assumir o seu lugar próprio no enfrentamento deste desafio cidadão. Assumi-lo com decisão, buscando amparo e luzes nos valores do Evangelho. À Luz desses valores temos a chance de fazer uma leitura mais adequada da realidade complexa na qual estamos inseridos. 

Temos convicção de que atentos e fiéis aos valores que emanam do Evangelho, cada eleitor poderá agir e decidir, fazendo escolhas capazes de gerar novos rumos no mundo da política brasileira. Há um momento primeiro que não pode ficar fora da pauta do cidadão que se orienta pela indissociável relação entre fé e vida.

Trata-se de uma discussão ética, ampla e fundamentada, a respeito de candidaturas, programas de governo e representatividade. A sociedade espera de cada um de nós o testemunho da fé, que se traduz na vivência do cotidiano, que tem muito a contribuir para a transformação da vida, com incidências próprias no âmbito político e partidário.

Os partidos políticos, assim como as organizações da sociedade civil são indispensáveis à democracia. São as artérias pelas quais a cidadania constrói, oxigena e aperfeiçoa a democracia. Criminalizar os partidos políticos e as organizações da sociedade civil porque seus membros falham, é criminalizar o exercício da cidadania e, por consequência, mutilar a própria democracia. Deve-se punir, sim, aqueles indivíduos que se utilizando das instituições cometem crimes contra a democracia e as conquistas políticas, sociais, econômicas, dentre outras, da cidadania. 

Então, ao fazer nossas escolhas, é preciso compreender que, ao fazê-las sem critérios, estaremos gerando um grande prejuízo que incide sobre décadas da história futura e, de modo ainda mais perverso, no presente, sobre a vida dos mais pobres. 

Cada um é convidado a compreender a política, conforme ensina o Papa Francisco, como uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. Essa é mais uma oportunidade de aperfeiçoar a democracia a partir de reflexões, reuniões, voto consciente contra a corrupção e a favor da honestidade.

Todo cidadão tem direito a ser governado e representado por agentes políticos probos, íntegros e honrados. Este é o momento certo que o processo democrático nos oferece para garantir à sociedade o seu direito de exercer democraticamente o poder político, melhorando a representação. Agora é hora privilegiada de cada cidadão contribuir para qualificar a gestão pública e o serviço à política. Não é tarefa fácil fazer a melhor escolha. 

Por isso, torna-se indispensável analisar programas e propostas das coligações partidárias e ponderar elementos, especialmente aqueles de inegociável sensibilidade social, num momento em que o pobre e o excluído precisam ter prioridade de tratamento e destinações. Não se pode dispensar o compromisso dos que têm competência para gerar e garantir dinâmicas de crescimento econômico e a conseqüente inclusão social, alargando as conquistas sociais nas áreas da saúde, educação, assistência social, da agricultura familiar e convivência com o semiárido. 

Por tais razões, já não é possível se deixar levar por apelos emotivos e falsas promessas dos candidatos que preferem enganar o eleitor a se comprometer com os graves problemas que a maioria dos brasileiros, no momento, se encontra submergida. Basta lembrar como anda a saúde, a educação, a segurança pública e a situação hídrica que lhe aflige no município em que cada um reside.

Lembremo-nos que o ato de votar não encerra a nossa participação cidadã, mas requer ainda mais uma participação de todos na construção de um modelo de Estado republicano, fundado sob a cidadania, centrado na pessoa e na dignidade humana,onde a tônica principal do desenvolvimento não seja apenas o mercado e o lucro, mas, acima de tudo, a comunidade dos cidadãos, alicerçada na defesa e promoção da justiça, da fraternidade, da igualdade de direitos, da solidariedade, e cuja prática política esteja plasmada nos valores ética e da promoção e defesa da vida de cada pessoa, especialmente dos mais pobres e indefesos, as crianças e idosos. 

Por fim, rogamos ao Senhor Deus que derrame sobre cada eleitor brasileiro e potiguar, o Dom do Espírito Santo: da sabedoria e da inteligência, do discernimento e da caridade, a fim de que possamos fazer nossas escolhas amparadas nos princípios do Bem Comum, da supremacia do interesse público, da justiça social e da paz entre os povos. Com especial bênção apostólica.

Dom Jaime Vieira Rocha
Arcebispo de Natal

Dom Mariano Manzana
Bispo de Mossoró

Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC
Bispo de Caicó. 

20 de setembro de 2014

A Palavra de Deus alarga nossos critérios de justiça.

Avançamos setembro adentro e continua vivo e atraente o convite e dar atenção à Palavra de Deus. “Lâmpada para os meus passos é tua Palavra!” (Sl 119/118,105). Numa época em que a discussão sobre os direitos humanos, sociais, culturais, econômicos e ambientais continua sem consenso, Jesus Cristo nos propõe uma Justiça que não se orienta pela meritocracia e estabelece firmemente o direito dos sem-direito. A Palavra de Deus alarga nossos critérios de julgamento. É mesquinha a justiça que se contenta em dar a cada pessoa aquilo que lhe é devido.
A parábola do chefe de família que trata com igualdade seus diferentes empregados está literariamente situada logo após o episódio do jovem rico (cf. Mt 19,16-26), aquele que não aceitara a proposta de partilha inerente ao Reino de Deus e que provocara o desabafo de Jesus: “Dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus...” (19,23). Jesus avança e nos propõe um horizonte mais amplo e um exemplo concreto: na parábola de hoje, o chefe de família garante aos diaristas uma moeda de prata por jornada, ou aquilo que é justo, aquilo que um trabalhado necessita para viver.
Alguns trabalhadores contratados começam a trabalhar bem cedo, outros às nove horas, outros ao meio-dia, alguns às três, e outros somente às cinco horas da tarde. A todos, o chefe de família promete um pagamento justo. Enquanto uns labutam um dia inteiro, outros empenham apena s algumas horas da tarde. E o patrão dá ao administrador a ordem de começar o pagamento por aqueles que haviam trabalhado um tempo mais curto. Aqueles que haviam sido contratados às cinco da tarde se aproximam, e cada um recebe uma moeda de prata...
Assistindo ao acerto de contas, e vendo o valor recebido pelos peões que haviam trabalhado apenas algumas horas, aqueles que haviam começado nas primeiras horas da manhã se animam, pensando que receberiam mais. E não ficam satisfeitos quando recebem o mesmo pagamento dado aos primeiros. À primeira vista o protesto parece justo, e nosso desejo é fazer coro com eles. Afinal, fazer justiça não significa dar a cada um aquilo aquilo que merece? Não nos parece justo desconsiderar a diferença entre quem suportou o cansaço e o calor do dia inteiro e quem trabalhou apenas uma hora...
“Tu os igualaste a nós!” Este é o protesto daqueles que se acham no direito de receber mais. A questão não é se precisam ou não, se haviam combinado ou não um pagamento maior. A igualdade não lhes parece  uma coisa justa. Não conseguem aceitar uma ética que tem como princípio estabelecer a igualdade fundamental de todos os seres humanos e garantir-lhes a vida mínima. Mas a verdadeira Justiça considera que cada pessoa tem direito a  receber aquilo que necessita para viver. Uma pessoa jamais perde a dignidade e o direito de ser respeitada e tratada como como sujeito de direitos.
O evangelho de hoje deixa uma pergunta no ar: os peões que se consideram os primeiros e têm dificuldade de aceitar que os últimos sejam igualados a eles não estariam com ciúme da generosidade de Deus? Deus age guiado pela sua bondade e não pelos nossos mesquinhos merecimentos. Deus trata cada uma das suas criaturas segundo aquilo que necessitam, e não segundo estreitas leis que ditam o que elas fizeram por merecer. É muito forte ainda hoje a tendência de imaginar um Deus que age com violenta frieza e pune os mais fracos, um reflexo das nossas relações excludentes e violentas.
 Jesus Cristo não deixa dúvidas: Deus dá absoluta prioridade àqueles que as sociedades costumam colocar em último lugar. “Comecem pelos últimos...” Este é o caminho que devem seguir os administradores públicos, privados e pastorais! Este ensinamento parece muito duro, contrário à corrente das nossas convicções. Desafia frontalmente as hierarquizações e os sistemas construídos sobre o princípio do mérito, sempre prontos a premiar algumas poucas pessoas bem-sucedidas e a culpabilizar as maiorias, condenando-as violentamente a uma vida que nem merece esse nome.
Deus pai e mãe, bom e compassivo com todas as criaturas: que teu Espírito regue a semente da tua Palavra a fim de que germine e frutifique em nós! Que a tua justiça generosa ilumine os julgamentos dos cristãos e das Igrejas. Que a inversão das prioridades em função dos últimos se faça verdade em todos os níveis. Que nós não poupemos esforços para defender os direitos dos humanos e de toda a criação. Oxalá aprendemos de vez que que para os cristãos a posse de bens é licita somente quando está em função da generosidade que dá a cada pessoa aquilo que necessita.  Assim seja! Amém!
Pe. Itacir Brassiani msf

Vem aí 3ª Romaria da Pastoral da Criança - 2014

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3 de setembro de 2014

DEFENDER A NOSSA IGREJA - Pe. Zezinho, scj

Se alguém ofende a nossa Igreja e nos alteramos, ofendendo a dele, negamos o Cristo. O mundo não ficará melhor com isso, já sabemos aonde leva essa conversa...

Aquele senhor que, visivelmente alterado, defendia a Igreja Católica errou do começo ao fim. Não conhecia a catequese dos santos e, tentando provar que nós católicos somos a melhor Igreja, praticamente afirmou que nós adoramos Maria. Não era a pessoa indicada para defender a nossa Igreja. Mostrou que nunca lera o catecismo católico. 

Seu oponente não era melhor. Errou nas datas e nos fatos históricos. Ouvira algum pregador da sua nova Igreja e falou como quem o ouviu, mas não leu os livros que ele disse ter lido. Acusou os católicos de terem matado 10 milhões de evangélicos na Alemanha no tempo de Lutero e culpou o general Inácio de Loyola de haver massacrado os huguenotes na Inglaterra. Foi triste e inquietante ouvir os dois naquele restaurante. Mais triste ainda ver que os presentes à mesa aceitavam tudo passivamente, como se alta cultura fosse. Parecia discussão de corintiano e palmeirense. Um se vangloriando das vitórias do passado, outro exaltando as atuais conquistas do seu time, ambos rindo dos erros do outro e cada um explicando e justificando esta ou aquela eventual derrota do seu timaço.

Diálogo sereno − Não somos obrigados a ficar em silêncio quando alguém ofende a nossa mãe, mas não se resolve o problema chamando a mãe do outro de prostituta ou leviana. Moleques fazem isso, cristãos, nunca! Se alguém ofende a nossa Igreja e nos alteramos, ofendendo a dele, negamos o Cristo. O mundo não ficará melhor com isso. Já sabemos aonde leva essa conversa de demônios do lado de lá e anjos do nosso lado, eleitos e rejeitados, santos e ímpios e salvos e perdidos. 

Quando ensinamos que os nossos fiéis estão salvos e os fiéis deles precisam ser convertidos, já começou a mentira. As guerras de fundo religioso começaram com esse tipo de pregação exclusivista e excludente; em geral, também presunçosa e recheada de vaidade. “Nós sabemos mais, entendemos melhor a Bíblia, seguimos melhor o Cristo, amamos mais a Deus, somos mais eleitos e, por isso, Deus está mais conosco do que com vocês que ainda não o conhecem!”. Quem já não ouviu esse tipo de pregação no rádio e na televisão? Não são ingênuos nem ignorantes. Quem faz esse discurso sabe por que o faz e aonde quer chegar. Sabe por que diminui a Igreja do outro e que pontos fracos dela escolheu ressaltar. Sabe também por que oculta os pontos fracos da sua e omite as passagens bíblicas que poderiam dar razão à outra Igreja! 

A melhor forma de defender a nossa Igreja naquela hora é dar um sorriso amigo e mudar de assunto. Quando aquele irmão de outra fé quiser de fato dialogar, a gente vai para algum canto onde um mostra para o outro as passagens do livro santo nas quais se baseia e os livros nos quais aprendeu o que pratica. Mas como faremos isso, se não lemos nem a Bíblia nem o catecismo da nossa Igreja? Neste caso, o melhor é despedirmo-nos cortesmente e desejarmos que a mesma luz que ele quer que nos ilumine não acabe por cegá-lo!
Pe. Zezinho, scj
Fonte: Família Cristã 921 - Set/2012
Inserido por: Família Cristã

Reforma urgente!

Desde sua construção a cozinha da Casa de Retiro e Pousada do Santuário N. Sra Dos Impossíveis, não tinha passado por reformas, contudo na última semana o piso cedeu parcialmente do referido ambiente, comprometendo as outras partes da cozinha. Amigo devoto, romeiro contamos com você nessa campanha de restauração e zelo pelo Santuário da Mãe dos Impossíveis - patrimônio da fé.
Procure a secretaria do Santuário deixando materiais de construção ou deposite valores em conta bancária.
DADOS DA CONTA BANCÁRIA:
Agência: 1365-X
Conta Corrente: 19.680 - 0
Banco do Brasil

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Romaria da Legião de Maria - 2014

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27 de agosto de 2014

VOCAÇÃO: Entrevista com as Catequistas Aldenízia e Rita Dalvací

Site: Como foi o chamado para serem catequistas?
Catequista: Nosso chamado foi por termos ingressado em grupos de jovens, e através do grupo surgiu o convite sendo este aceito. (JOCAP e Santa Terezinha)
Site: Como iniciou sua história na Catequese?
RitaInicie catequizando nos bairros. Não eram as crianças que vinha a capela, as catequistas iam até as famílias.
Aldenízia Comecei auxiliando uma catequista na Capela Santa Terezinha.
Site: Quais as maiores dificuldades nesta missão?
Catequista: A perseverança das crianças na Igreja, após a 1ª Eucaristia.
Site: Quais as suas melhores recordações? E os desafios?
Catequista: Uma dentre tantas boas recordações, a realização de uma turma de cem catequisandos. E o desafio é que eles permaneçam no caminho da fé.
Site: Que mensagem você deixaria aos demais catequistas.
Catequista: Ser Catequista é bom demais! É uma missão de todos nós servir a Deus e a comunidade.
Site: O que gratifica em ser um missionário catequista?
Catequista: É saber que estamos cumprindo com o nosso dever de cristãs, transmitindo a palavra de Deus.
Site: Seu convite para os que a vocação de catequista surja na comunidade.
Catequista: Aqueles que sentirem este chamado acolham-no em seu coração e junte-se a nós nesta linda missão.


 Dia do Catequista, Patu-RN, 31 de agosto de 2014.
Aldenízia Câmara e Rita Dalvaci
Catequistas da Paróquia de Patu/RN.

20 de agosto de 2014

Imagens da Retiro Espiritual dos MSF

Semana de 18 a 22 de agosto de 2014,  Retiro Espiritual dos Missionário da Sagrada Família, província setentrional do Brasil em Arcoverde/PE.
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17 de agosto de 2014

VOCAÇÃO: Entrevista com Ir. Juliana sobre a Vocação a vida Religiosa

Site: Como devemos considerar a Vida de uma pessoa Consagrada a Deus?
Irmã: É uma entrega total e incondicional por amor ao Reino.
Site: É certo que a Irmã se identifica com sua ordem religiosa. Como é ser religiosa em sua congregação?
Irmã: É uma alegria pra mim ser religiosa do Instituto Religioso Nova Jerusalém cujo o carisma é a Palavra de Deus pois sempre acreditei que a bíblia é um tesouro para a nossa igreja pois não é apenas Palavra, mas ação criadora e salvadora do universo. Por isso, a Nova Jerusalém acredita encontra na Bíblia, e somente lá, resposta adequada para a nova evangelização do mundo.
Site: A vida religiosa é difícil? É uma vida de muito sacrifício?
Irmã: É uma vida de renúncias, mas quem renunciar por amor vive realizado.
Site: Poderia dizer algo sobre a devoção a Nossa Senhora?
 Irmã: Maria é modelo do sim para todas as vocações. Pois ela vez a vontade do Pai.
Site: A Irmã poderia falar do convívio numa comunidade? São anos a fio de convivência... e com pessoas muito diferentes entre si.
Irmã: A vida comunitária pra mim é quando os irmãos se prestarão serviço uns aos outros, com alegria, atenção e carinho. No entanto, fique tudo sem infantilismo ou sentimentalismo exagerado, que prejudicariam o crescimento sadio e adulto de uma verdadeira vida fraterna.
Site: Por força de sua missão, a Irmã tem um contato grande com as pessoas diversas e fica sabendo de muita coisa. Então, Juventude e desagregação familiar. O que a Irmã diz disso?
Irmã: Precisamos falar e  testemunhar mais o grande amor de Deus para as família , crianças, jovens e adultos.
Site: Sua mensagem aos jovens que têm anseios vocacionais para a vida consagrada. 

Irmã: Jovens, Jesus continua chamando como está escrito no Evangelho de Mateus : Segui-me, eu farei de vós pescadores de homens .Mt.4,19.Venha se lança nesta aventura que é o reino de Deus.

Dia das vocações religiosas, Patu-RN, 17 de agosto de 2014.
Ir.Juliana Galeno Veras N.J.
Instituto Religioso Nova Jerusalém

Imagens da 5ª Romaria das Famílias - 2014

8 de agosto de 2014

VOCAÇÃO: Entrevista com José Bezerra sobre a missão de ser Pai

No centro José Bezerra de Assis e Dona Elizení com os filhos
Site: José Bezerra, você abraçou a vocação à paternidade, a ser família. O que você pode nos contar sobre essa experiência?
Pai: Considero o fator mais significativo do meu projeto de vida. O convívio harmonioso da vida conjugal; a construção do lar passo a passo; o nascimento e o crescimento dos 4 filhos; a determinação e a força para criá-los e educá-los com base na minha formação e a da minha esposa; as alegrias das crianças estando saudáveis e as preocupações quando adoeciam; o esforço para compreender as diferentes fases da infância, adolescência e juventude dos filhos; a felicidade ao vê-los bem sucedidos nos estudos sendo que 3 já têm profissão definida através da aprovação em concurso público. Esses pontos mencionados e outros mais, são efeitos que consolidam a minha vocação paterna.
Site: Ser pai é uma vocação difícil?
Pai: Sim. Assumir a paternidade por vocação, nos dá a consciência de que se deve ter coragem e força para encarar com responsabilidade e dedicação essa realidade. O relacionamento conjugal e a criação dos filhos diante dos constantes desafios que surgem no dia a dia, se constituem numa tarefa realmente difícil.
Site: Como superar momento difíceis em família?
Pai: É preciso insistir na construção contínua do lar, alicerçando-se sobretudo na união, na compreensão mútua e no amor. Esses são pilares que sustentam a família em todas as circunstâncias.
Site: Você dialoga com sua família?
Pai: Sim. Deus sempre concede-me essa capacidade de abertura e franqueza para ouvir a todos da família e conversar a fim de chegar a algum consenso diante das situações conflituosas.
Site: O que significa a vida em comunidade para você?
Pai: É a vida participativa e socializada em que há interesse pela conservação e crescimento do bem comum . É você indignar-se quando vê o outro sendo injustiçado e alegrar-se se percebe que o seu próximo está feliz.
Site: Além da vida em família, você é um homem comprometido com a vida da comunidade paroquial. Como você participa da paróquia?
Pai: Dentro das minhas limitações, participo de alguns movimentos e pastorais, com o interesse de servir a Deus e ao próximo, ajudando a evangelizar as pessoas.
Site: Sua mensagem  para os pais neste mês dedicado as vocações.
Pai: Você que é pai, sinta-se feliz e orgulhoso com essa função familiar que Deus lhe confiou. Ore sempre ao Senhor para desempenhar esse papel com responsabilidade, compromisso e sobretudo com amor. Juntamente com a esposa, se esforce e lute para serem bons parceiros e enfrentarem a realidade conjugal e familiar com discernimento, dando bons exemplos aos filhos. Apesar dos perigos constantes que o mundo de hoje apresenta para as famílias, não se dobrem aos desejos espúrios dessa sociedade desumanizada. Mantenham a fé em Jesus e com perseverança procurem oferecer para seus filhos o melhor: a educação e a boa formação cristã.

Dia dos Pais, Patu-RN, 10 de agosto de 2014
José Bezerra de Assis
Professor, Poeta, Catequista e Pai

Campanha de Pintura das Igrejas do Santuário do Lima

Durante a Missa do 18º Domingo do Tempo Comum, na  Igreja térrea do Santuário, o Padre George Lourenço, msf reitor lançou a Campanha pela pintura das Igrejas do Santuário, convidando a todos os patuenses, romeiros, devotos e turistas a contribuírem em manter o brilho e a beleza da Casa da Mãe dos Impossíveis. Qualquer dúvida e contribuição o devoto/romeiro procurar o Pe. George, msf,  Frater Thiago Luz,msf e Pe. Américo Leite,msf.
Clique para ampliar

Semana Paroquial das Famílias de Patu/RN