12 de outubro de 2014

Imagens da 3ª Romaria da Pastoral da Criança

Há 25 anos que a Diocese de Mossoró luta pela vida de suas crianças com o trabalho da Pastoral da Criança e foi graças às primeiras sementes lançadas em terreno bom e fértil é que no dia 12 de Outubro de 2014 iremos comemorar os 25 anos de existência. A sua participação  Pai, Mãe, Líderes e Apoio é importante na Celebração Eucarística.


11 de outubro de 2014

Uma mãe para as crianças do Brasil

No dia 12 de outubro comemoramos, simultaneamente, Nossa Senhora Aparecida e o Dia da Criança. Não sei qual foi a motivação para juntar as duas comemorações em uma só, mas confesso que é uma feliz coincidência.
Toda criança, para nascer, precisa de uma mãe. Para crescer e se desenvolver de forma saudável também precisa da mãe ou de alguém que faça às vezes de mãe. Por isso, ninguém é mais importante na vida da pessoa do que a mãe e o pai. Sem eles, não teríamos nascido.
Ao lado deles, na medida em que a pessoa cresce, vão conquistando importância os irmãos, amigos de infância, avós, professores, catequistas e assim por diante. As referências, no entanto, para a maioria das pessoas, continuam sendo os pais. É por isso que é tão difícil para um filho entregar a mãe ou o pai na hora da morte.
A mãe de todos os brasileiros e, principalmente das crianças do Brasil, é Nossa Senhora Aparecida. É ela que congrega os devotos em seu santuário e estende o seu manto protetor sobre os seus filhos amados. A sua predileção são as pessoas indefesas, ou seja, as crianças, os pobres e os doentes. Não é por nada que encontramos tantas comunidades consagradas à Mãe Aparecida por este Brasil afora. E também não é por nada que a sua imagem se encontra na maioria das capelas da Diocese, ocupando lugar central nas comunidades mais pobres e necessitadas. Como brasileiros, somos felizes por termos, em Nossa Senhora Aparecida, uma mãe que olha com carinho e ternura para nós.
Nos dias que antecedem ao dia 12 de outubro, a Igreja no Brasil celebrou a Semana Nacional da Vida, com destaque para o dia do Nascituro.
O nascituro é a criança que está sendo gerada no ventre da mãe e aguarda o dia de poder vir à luz. Mesmo que ainda não seja reconhecido oficialmente como pessoa, mas apenas visto como embrião, é um ser humano. E mais do que em qualquer outra etapa da vida, este ser humano depende da mãe.
Ao ligar a Semana Nacional da Vida com o Dia do Nascituro, Dia da Criança e Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Igreja quer confiar nascituros e crianças à proteção da Mãe de Jesus. Por isso, peçamos que, conforme nos pede o Papa Francisco, “Maria faça crescer em nossos corações os sentimentos de ternura, de esperança e de paciência, que nos possibilitam cuidar de toda vida humana, de modo especial da vida mais frágil, mais marginalizada e mais indefesa”. Que a Mãe Aparecida abençoe as crianças de nossas comunidades, concedendo-lhes crescerem “em sabedoria, tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52).
Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

2 de outubro de 2014

Bispos do RN pedem CONSCIÊNCIA na hora de Votar

Faltando apenas três dias para as eleições gerais de domingo, a Igreja Católica divulga nota na qual os bispos das três dioceses do Rio Grande do Norte chamam a atenção dos fieis para a responsabilidade na hora de votar. Para Dom Jaime Vieira Rocha (arcebispo de Natal), Dom Mariano Manzana (bispo de Mossoró) e Dom Antônio Carlos Cruz Santos (bispo de Caicó), a escolha dos cristãos, em relação aos candidatos, deve ser feitas “à luz dos valores do Evangelho” e, alertam, que não é adequado se abster do processo político das eleições diante de “falhas” verificadas em partidos e/ou políticos.



Confira a nota na íntegra

Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo,
Querido Povo de Deus,

Já se aproxima o dia 05 de outubro, quando somos convocados a escolher dentre os candidatos, pelo voto livre e soberano, o presidente da República, o Governador do Estado, um senador e deputados estaduais e federais, sobre os quais confiaremos os destinos do Brasil e do Estado pelos próximos quatro anos. Trata-se de um grave desafio que exige responsabilidade de cada eleitor. Neste instante, nos dirigimos aos cristãos, em especial, os católicos dos quais nos identificamos como irmãos e pastores. 

Todos são chamados a assumir o seu lugar próprio no enfrentamento deste desafio cidadão. Assumi-lo com decisão, buscando amparo e luzes nos valores do Evangelho. À Luz desses valores temos a chance de fazer uma leitura mais adequada da realidade complexa na qual estamos inseridos. 

Temos convicção de que atentos e fiéis aos valores que emanam do Evangelho, cada eleitor poderá agir e decidir, fazendo escolhas capazes de gerar novos rumos no mundo da política brasileira. Há um momento primeiro que não pode ficar fora da pauta do cidadão que se orienta pela indissociável relação entre fé e vida.

Trata-se de uma discussão ética, ampla e fundamentada, a respeito de candidaturas, programas de governo e representatividade. A sociedade espera de cada um de nós o testemunho da fé, que se traduz na vivência do cotidiano, que tem muito a contribuir para a transformação da vida, com incidências próprias no âmbito político e partidário.

Os partidos políticos, assim como as organizações da sociedade civil são indispensáveis à democracia. São as artérias pelas quais a cidadania constrói, oxigena e aperfeiçoa a democracia. Criminalizar os partidos políticos e as organizações da sociedade civil porque seus membros falham, é criminalizar o exercício da cidadania e, por consequência, mutilar a própria democracia. Deve-se punir, sim, aqueles indivíduos que se utilizando das instituições cometem crimes contra a democracia e as conquistas políticas, sociais, econômicas, dentre outras, da cidadania. 

Então, ao fazer nossas escolhas, é preciso compreender que, ao fazê-las sem critérios, estaremos gerando um grande prejuízo que incide sobre décadas da história futura e, de modo ainda mais perverso, no presente, sobre a vida dos mais pobres. 

Cada um é convidado a compreender a política, conforme ensina o Papa Francisco, como uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. Essa é mais uma oportunidade de aperfeiçoar a democracia a partir de reflexões, reuniões, voto consciente contra a corrupção e a favor da honestidade.

Todo cidadão tem direito a ser governado e representado por agentes políticos probos, íntegros e honrados. Este é o momento certo que o processo democrático nos oferece para garantir à sociedade o seu direito de exercer democraticamente o poder político, melhorando a representação. Agora é hora privilegiada de cada cidadão contribuir para qualificar a gestão pública e o serviço à política. Não é tarefa fácil fazer a melhor escolha. 

Por isso, torna-se indispensável analisar programas e propostas das coligações partidárias e ponderar elementos, especialmente aqueles de inegociável sensibilidade social, num momento em que o pobre e o excluído precisam ter prioridade de tratamento e destinações. Não se pode dispensar o compromisso dos que têm competência para gerar e garantir dinâmicas de crescimento econômico e a conseqüente inclusão social, alargando as conquistas sociais nas áreas da saúde, educação, assistência social, da agricultura familiar e convivência com o semiárido. 

Por tais razões, já não é possível se deixar levar por apelos emotivos e falsas promessas dos candidatos que preferem enganar o eleitor a se comprometer com os graves problemas que a maioria dos brasileiros, no momento, se encontra submergida. Basta lembrar como anda a saúde, a educação, a segurança pública e a situação hídrica que lhe aflige no município em que cada um reside.

Lembremo-nos que o ato de votar não encerra a nossa participação cidadã, mas requer ainda mais uma participação de todos na construção de um modelo de Estado republicano, fundado sob a cidadania, centrado na pessoa e na dignidade humana,onde a tônica principal do desenvolvimento não seja apenas o mercado e o lucro, mas, acima de tudo, a comunidade dos cidadãos, alicerçada na defesa e promoção da justiça, da fraternidade, da igualdade de direitos, da solidariedade, e cuja prática política esteja plasmada nos valores ética e da promoção e defesa da vida de cada pessoa, especialmente dos mais pobres e indefesos, as crianças e idosos. 

Por fim, rogamos ao Senhor Deus que derrame sobre cada eleitor brasileiro e potiguar, o Dom do Espírito Santo: da sabedoria e da inteligência, do discernimento e da caridade, a fim de que possamos fazer nossas escolhas amparadas nos princípios do Bem Comum, da supremacia do interesse público, da justiça social e da paz entre os povos. Com especial bênção apostólica.

Dom Jaime Vieira Rocha
Arcebispo de Natal

Dom Mariano Manzana
Bispo de Mossoró

Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC
Bispo de Caicó. 

20 de setembro de 2014

A Palavra de Deus alarga nossos critérios de justiça.

Avançamos setembro adentro e continua vivo e atraente o convite e dar atenção à Palavra de Deus. “Lâmpada para os meus passos é tua Palavra!” (Sl 119/118,105). Numa época em que a discussão sobre os direitos humanos, sociais, culturais, econômicos e ambientais continua sem consenso, Jesus Cristo nos propõe uma Justiça que não se orienta pela meritocracia e estabelece firmemente o direito dos sem-direito. A Palavra de Deus alarga nossos critérios de julgamento. É mesquinha a justiça que se contenta em dar a cada pessoa aquilo que lhe é devido.
A parábola do chefe de família que trata com igualdade seus diferentes empregados está literariamente situada logo após o episódio do jovem rico (cf. Mt 19,16-26), aquele que não aceitara a proposta de partilha inerente ao Reino de Deus e que provocara o desabafo de Jesus: “Dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus...” (19,23). Jesus avança e nos propõe um horizonte mais amplo e um exemplo concreto: na parábola de hoje, o chefe de família garante aos diaristas uma moeda de prata por jornada, ou aquilo que é justo, aquilo que um trabalhado necessita para viver.
Alguns trabalhadores contratados começam a trabalhar bem cedo, outros às nove horas, outros ao meio-dia, alguns às três, e outros somente às cinco horas da tarde. A todos, o chefe de família promete um pagamento justo. Enquanto uns labutam um dia inteiro, outros empenham apena s algumas horas da tarde. E o patrão dá ao administrador a ordem de começar o pagamento por aqueles que haviam trabalhado um tempo mais curto. Aqueles que haviam sido contratados às cinco da tarde se aproximam, e cada um recebe uma moeda de prata...
Assistindo ao acerto de contas, e vendo o valor recebido pelos peões que haviam trabalhado apenas algumas horas, aqueles que haviam começado nas primeiras horas da manhã se animam, pensando que receberiam mais. E não ficam satisfeitos quando recebem o mesmo pagamento dado aos primeiros. À primeira vista o protesto parece justo, e nosso desejo é fazer coro com eles. Afinal, fazer justiça não significa dar a cada um aquilo aquilo que merece? Não nos parece justo desconsiderar a diferença entre quem suportou o cansaço e o calor do dia inteiro e quem trabalhou apenas uma hora...
“Tu os igualaste a nós!” Este é o protesto daqueles que se acham no direito de receber mais. A questão não é se precisam ou não, se haviam combinado ou não um pagamento maior. A igualdade não lhes parece  uma coisa justa. Não conseguem aceitar uma ética que tem como princípio estabelecer a igualdade fundamental de todos os seres humanos e garantir-lhes a vida mínima. Mas a verdadeira Justiça considera que cada pessoa tem direito a  receber aquilo que necessita para viver. Uma pessoa jamais perde a dignidade e o direito de ser respeitada e tratada como como sujeito de direitos.
O evangelho de hoje deixa uma pergunta no ar: os peões que se consideram os primeiros e têm dificuldade de aceitar que os últimos sejam igualados a eles não estariam com ciúme da generosidade de Deus? Deus age guiado pela sua bondade e não pelos nossos mesquinhos merecimentos. Deus trata cada uma das suas criaturas segundo aquilo que necessitam, e não segundo estreitas leis que ditam o que elas fizeram por merecer. É muito forte ainda hoje a tendência de imaginar um Deus que age com violenta frieza e pune os mais fracos, um reflexo das nossas relações excludentes e violentas.
 Jesus Cristo não deixa dúvidas: Deus dá absoluta prioridade àqueles que as sociedades costumam colocar em último lugar. “Comecem pelos últimos...” Este é o caminho que devem seguir os administradores públicos, privados e pastorais! Este ensinamento parece muito duro, contrário à corrente das nossas convicções. Desafia frontalmente as hierarquizações e os sistemas construídos sobre o princípio do mérito, sempre prontos a premiar algumas poucas pessoas bem-sucedidas e a culpabilizar as maiorias, condenando-as violentamente a uma vida que nem merece esse nome.
Deus pai e mãe, bom e compassivo com todas as criaturas: que teu Espírito regue a semente da tua Palavra a fim de que germine e frutifique em nós! Que a tua justiça generosa ilumine os julgamentos dos cristãos e das Igrejas. Que a inversão das prioridades em função dos últimos se faça verdade em todos os níveis. Que nós não poupemos esforços para defender os direitos dos humanos e de toda a criação. Oxalá aprendemos de vez que que para os cristãos a posse de bens é licita somente quando está em função da generosidade que dá a cada pessoa aquilo que necessita.  Assim seja! Amém!
Pe. Itacir Brassiani msf

Vem aí 3ª Romaria da Pastoral da Criança - 2014

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3 de setembro de 2014

DEFENDER A NOSSA IGREJA - Pe. Zezinho, scj

Se alguém ofende a nossa Igreja e nos alteramos, ofendendo a dele, negamos o Cristo. O mundo não ficará melhor com isso, já sabemos aonde leva essa conversa...

Aquele senhor que, visivelmente alterado, defendia a Igreja Católica errou do começo ao fim. Não conhecia a catequese dos santos e, tentando provar que nós católicos somos a melhor Igreja, praticamente afirmou que nós adoramos Maria. Não era a pessoa indicada para defender a nossa Igreja. Mostrou que nunca lera o catecismo católico. 

Seu oponente não era melhor. Errou nas datas e nos fatos históricos. Ouvira algum pregador da sua nova Igreja e falou como quem o ouviu, mas não leu os livros que ele disse ter lido. Acusou os católicos de terem matado 10 milhões de evangélicos na Alemanha no tempo de Lutero e culpou o general Inácio de Loyola de haver massacrado os huguenotes na Inglaterra. Foi triste e inquietante ouvir os dois naquele restaurante. Mais triste ainda ver que os presentes à mesa aceitavam tudo passivamente, como se alta cultura fosse. Parecia discussão de corintiano e palmeirense. Um se vangloriando das vitórias do passado, outro exaltando as atuais conquistas do seu time, ambos rindo dos erros do outro e cada um explicando e justificando esta ou aquela eventual derrota do seu timaço.

Diálogo sereno − Não somos obrigados a ficar em silêncio quando alguém ofende a nossa mãe, mas não se resolve o problema chamando a mãe do outro de prostituta ou leviana. Moleques fazem isso, cristãos, nunca! Se alguém ofende a nossa Igreja e nos alteramos, ofendendo a dele, negamos o Cristo. O mundo não ficará melhor com isso. Já sabemos aonde leva essa conversa de demônios do lado de lá e anjos do nosso lado, eleitos e rejeitados, santos e ímpios e salvos e perdidos. 

Quando ensinamos que os nossos fiéis estão salvos e os fiéis deles precisam ser convertidos, já começou a mentira. As guerras de fundo religioso começaram com esse tipo de pregação exclusivista e excludente; em geral, também presunçosa e recheada de vaidade. “Nós sabemos mais, entendemos melhor a Bíblia, seguimos melhor o Cristo, amamos mais a Deus, somos mais eleitos e, por isso, Deus está mais conosco do que com vocês que ainda não o conhecem!”. Quem já não ouviu esse tipo de pregação no rádio e na televisão? Não são ingênuos nem ignorantes. Quem faz esse discurso sabe por que o faz e aonde quer chegar. Sabe por que diminui a Igreja do outro e que pontos fracos dela escolheu ressaltar. Sabe também por que oculta os pontos fracos da sua e omite as passagens bíblicas que poderiam dar razão à outra Igreja! 

A melhor forma de defender a nossa Igreja naquela hora é dar um sorriso amigo e mudar de assunto. Quando aquele irmão de outra fé quiser de fato dialogar, a gente vai para algum canto onde um mostra para o outro as passagens do livro santo nas quais se baseia e os livros nos quais aprendeu o que pratica. Mas como faremos isso, se não lemos nem a Bíblia nem o catecismo da nossa Igreja? Neste caso, o melhor é despedirmo-nos cortesmente e desejarmos que a mesma luz que ele quer que nos ilumine não acabe por cegá-lo!
Pe. Zezinho, scj
Fonte: Família Cristã 921 - Set/2012
Inserido por: Família Cristã

Reforma urgente!

Desde sua construção a cozinha da Casa de Retiro e Pousada do Santuário N. Sra Dos Impossíveis, não tinha passado por reformas, contudo na última semana o piso cedeu parcialmente do referido ambiente, comprometendo as outras partes da cozinha. Amigo devoto, romeiro contamos com você nessa campanha de restauração e zelo pelo Santuário da Mãe dos Impossíveis - patrimônio da fé.
Procure a secretaria do Santuário deixando materiais de construção ou deposite valores em conta bancária.
DADOS DA CONTA BANCÁRIA:
Agência: 1365-X
Conta Corrente: 19.680 - 0
Banco do Brasil

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Romaria da Legião de Maria - 2014

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27 de agosto de 2014

VOCAÇÃO: Entrevista com as Catequistas Aldenízia e Rita Dalvací

Site: Como foi o chamado para serem catequistas?
Catequista: Nosso chamado foi por termos ingressado em grupos de jovens, e através do grupo surgiu o convite sendo este aceito. (JOCAP e Santa Terezinha)
Site: Como iniciou sua história na Catequese?
RitaInicie catequizando nos bairros. Não eram as crianças que vinha a capela, as catequistas iam até as famílias.
Aldenízia Comecei auxiliando uma catequista na Capela Santa Terezinha.
Site: Quais as maiores dificuldades nesta missão?
Catequista: A perseverança das crianças na Igreja, após a 1ª Eucaristia.
Site: Quais as suas melhores recordações? E os desafios?
Catequista: Uma dentre tantas boas recordações, a realização de uma turma de cem catequisandos. E o desafio é que eles permaneçam no caminho da fé.
Site: Que mensagem você deixaria aos demais catequistas.
Catequista: Ser Catequista é bom demais! É uma missão de todos nós servir a Deus e a comunidade.
Site: O que gratifica em ser um missionário catequista?
Catequista: É saber que estamos cumprindo com o nosso dever de cristãs, transmitindo a palavra de Deus.
Site: Seu convite para os que a vocação de catequista surja na comunidade.
Catequista: Aqueles que sentirem este chamado acolham-no em seu coração e junte-se a nós nesta linda missão.


 Dia do Catequista, Patu-RN, 31 de agosto de 2014.
Aldenízia Câmara e Rita Dalvaci
Catequistas da Paróquia de Patu/RN.

20 de agosto de 2014

Imagens da Retiro Espiritual dos MSF

Semana de 18 a 22 de agosto de 2014,  Retiro Espiritual dos Missionário da Sagrada Família, província setentrional do Brasil em Arcoverde/PE.
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17 de agosto de 2014

VOCAÇÃO: Entrevista com Ir. Juliana sobre a Vocação a vida Religiosa

Site: Como devemos considerar a Vida de uma pessoa Consagrada a Deus?
Irmã: É uma entrega total e incondicional por amor ao Reino.
Site: É certo que a Irmã se identifica com sua ordem religiosa. Como é ser religiosa em sua congregação?
Irmã: É uma alegria pra mim ser religiosa do Instituto Religioso Nova Jerusalém cujo o carisma é a Palavra de Deus pois sempre acreditei que a bíblia é um tesouro para a nossa igreja pois não é apenas Palavra, mas ação criadora e salvadora do universo. Por isso, a Nova Jerusalém acredita encontra na Bíblia, e somente lá, resposta adequada para a nova evangelização do mundo.
Site: A vida religiosa é difícil? É uma vida de muito sacrifício?
Irmã: É uma vida de renúncias, mas quem renunciar por amor vive realizado.
Site: Poderia dizer algo sobre a devoção a Nossa Senhora?
 Irmã: Maria é modelo do sim para todas as vocações. Pois ela vez a vontade do Pai.
Site: A Irmã poderia falar do convívio numa comunidade? São anos a fio de convivência... e com pessoas muito diferentes entre si.
Irmã: A vida comunitária pra mim é quando os irmãos se prestarão serviço uns aos outros, com alegria, atenção e carinho. No entanto, fique tudo sem infantilismo ou sentimentalismo exagerado, que prejudicariam o crescimento sadio e adulto de uma verdadeira vida fraterna.
Site: Por força de sua missão, a Irmã tem um contato grande com as pessoas diversas e fica sabendo de muita coisa. Então, Juventude e desagregação familiar. O que a Irmã diz disso?
Irmã: Precisamos falar e  testemunhar mais o grande amor de Deus para as família , crianças, jovens e adultos.
Site: Sua mensagem aos jovens que têm anseios vocacionais para a vida consagrada. 

Irmã: Jovens, Jesus continua chamando como está escrito no Evangelho de Mateus : Segui-me, eu farei de vós pescadores de homens .Mt.4,19.Venha se lança nesta aventura que é o reino de Deus.

Dia das vocações religiosas, Patu-RN, 17 de agosto de 2014.
Ir.Juliana Galeno Veras N.J.
Instituto Religioso Nova Jerusalém

Imagens da 5ª Romaria das Famílias - 2014

8 de agosto de 2014

VOCAÇÃO: Entrevista com José Bezerra sobre a missão de ser Pai

No centro José Bezerra de Assis e Dona Elizení com os filhos
Site: José Bezerra, você abraçou a vocação à paternidade, a ser família. O que você pode nos contar sobre essa experiência?
Pai: Considero o fator mais significativo do meu projeto de vida. O convívio harmonioso da vida conjugal; a construção do lar passo a passo; o nascimento e o crescimento dos 4 filhos; a determinação e a força para criá-los e educá-los com base na minha formação e a da minha esposa; as alegrias das crianças estando saudáveis e as preocupações quando adoeciam; o esforço para compreender as diferentes fases da infância, adolescência e juventude dos filhos; a felicidade ao vê-los bem sucedidos nos estudos sendo que 3 já têm profissão definida através da aprovação em concurso público. Esses pontos mencionados e outros mais, são efeitos que consolidam a minha vocação paterna.
Site: Ser pai é uma vocação difícil?
Pai: Sim. Assumir a paternidade por vocação, nos dá a consciência de que se deve ter coragem e força para encarar com responsabilidade e dedicação essa realidade. O relacionamento conjugal e a criação dos filhos diante dos constantes desafios que surgem no dia a dia, se constituem numa tarefa realmente difícil.
Site: Como superar momento difíceis em família?
Pai: É preciso insistir na construção contínua do lar, alicerçando-se sobretudo na união, na compreensão mútua e no amor. Esses são pilares que sustentam a família em todas as circunstâncias.
Site: Você dialoga com sua família?
Pai: Sim. Deus sempre concede-me essa capacidade de abertura e franqueza para ouvir a todos da família e conversar a fim de chegar a algum consenso diante das situações conflituosas.
Site: O que significa a vida em comunidade para você?
Pai: É a vida participativa e socializada em que há interesse pela conservação e crescimento do bem comum . É você indignar-se quando vê o outro sendo injustiçado e alegrar-se se percebe que o seu próximo está feliz.
Site: Além da vida em família, você é um homem comprometido com a vida da comunidade paroquial. Como você participa da paróquia?
Pai: Dentro das minhas limitações, participo de alguns movimentos e pastorais, com o interesse de servir a Deus e ao próximo, ajudando a evangelizar as pessoas.
Site: Sua mensagem  para os pais neste mês dedicado as vocações.
Pai: Você que é pai, sinta-se feliz e orgulhoso com essa função familiar que Deus lhe confiou. Ore sempre ao Senhor para desempenhar esse papel com responsabilidade, compromisso e sobretudo com amor. Juntamente com a esposa, se esforce e lute para serem bons parceiros e enfrentarem a realidade conjugal e familiar com discernimento, dando bons exemplos aos filhos. Apesar dos perigos constantes que o mundo de hoje apresenta para as famílias, não se dobrem aos desejos espúrios dessa sociedade desumanizada. Mantenham a fé em Jesus e com perseverança procurem oferecer para seus filhos o melhor: a educação e a boa formação cristã.

Dia dos Pais, Patu-RN, 10 de agosto de 2014
José Bezerra de Assis
Professor, Poeta, Catequista e Pai

Campanha de Pintura das Igrejas do Santuário do Lima

Durante a Missa do 18º Domingo do Tempo Comum, na  Igreja térrea do Santuário, o Padre George Lourenço, msf reitor lançou a Campanha pela pintura das Igrejas do Santuário, convidando a todos os patuenses, romeiros, devotos e turistas a contribuírem em manter o brilho e a beleza da Casa da Mãe dos Impossíveis. Qualquer dúvida e contribuição o devoto/romeiro procurar o Pe. George, msf,  Frater Thiago Luz,msf e Pe. Américo Leite,msf.
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Semana Paroquial das Famílias de Patu/RN


Vocação sacerdotal

Dom Emanuel Messias de Oliveira
Bispo diocesano de Caratinga
Quando falamos sobre vocação, evidentemente, a reflexão implica um sentido mais amplo da palavra, já que vocação é um chamado que todos nós sentimos; todos somos vocacionados dentro de uma realidade concreta, pessoal e comunitária, de acordo com nossas aptidões e inclinações naturais. Entretanto, dentro do universo religioso, como é o nosso caso de Igreja Católica, essas aptidões e inclinações naturais são vistas sobre o aspecto sobrenatural como um chamado de Deus. Deus nos chama a partir do que sentimos por dentro e do que vemos por fora. Assim vocação é sinônimo de inclinação para o sacerdócio, à vida religiosa  ou a um ministério (serviço) pastoral. Aqui gostaríamos de levar em conta a vida sacerdotal, sobre a qual gostaríamos de fazer duas observações.
A primeira consideração é que graças a Deus muitos jovens estão ouvindo e procurando atender o chamado de Cristo. Não obstante a sociedade secularizada, podemos observar com alegria, jovens sedentos de Deus e da proposta de Jesus que continua chamando e nos desafiando para lançar nossas redes em águas mais profundas. Só para citar um exemplo, o nosso último encontro vocacional foi marcado pela presença de doze jovens sedentos de Deus e muito interessados na proposta de uma vida sacerdotal. E tem mais: são jovens, são trabalhadores e livres na decisão. Estão procurando o seminário por causa de uma reflexão vocacional e isto é muito importante. De sorte que o encontro vocacional realizado no dia 07/06 próximo passado foi uma grande bênção.  
A segunda consideração é sobre a proposta que a Igreja apresenta aos jovens que desejam o ministério sacerdotal. Antes de qualquer outra coisa é necessário que o jovem vocacionado tenha a liberdade para seguir Jesus. Sem liberdade não existe amor verdadeiro, e por consequência, não existe vocação verdadeira. Portanto, é bom que fique claro, Jesus nos chama, mas a resposta é pessoal e livre. Qualquer motivação à vida sacerdotal que ferir a liberdade no seguimento de Jesus (falta de opção, frustração com o mundo, interesses ou status) deve ser revista. A Igreja, seguindo as orientações do Senhor, deseja homens livres para a missão, pastores com cheiro do rebanho e instrumentos da misericórdia.
Aproveito a oportunidade para convidar os jovens que desejam fazer a experiência de um encontro vocacional (quem sabe para ajudar no discernimento) para participarem do próximo encontro promovido pela Diocese, que será realizado no Seminário Propedêutico São José, em Ubaporanga, no dia 20/09/14. Este encontro será para jovens que já concluíram ou estão cursando o último ano do ensino médio. Pedimos ainda aos jovens interessados, que entrem em contato com o padre de sua paróquia ou com reitor do Seminário Propedêutico (Tel. (33) 3323-1092).
Que o Senhor da messe e Pastor do rebanho nos ilumine e nos faça perseverantes na vocação que Ele mesmo nos concedeu. Amém!

5 de agosto de 2014

VOCAÇÃO: Entrevista ao Padre George Lourenço, MSF

Site:  Como surgiu o desejo de ser Padre?
Padre: Esse Desejo, ou melhor, a vocação, surgiu já na infância. Não consigo encontrar o dia e a hora, mas o local. Foi na comunidade em meio aos louvores a Santa Mãe de Deus que o chamado foi se dando, à medida que o tempo ia transcorrendo,  a vontade crescia e desejo de fazer mais pelo Reino de Deus e a junto com ela. A comunidade foi o local do encontro, do chamado, é na comunidade que temos uma oportunidade ímpar de nos encontrar com o Senhor da nossa vida.
Site: Em relação a sua família, como ela acolheu sua decisão?
Padre: Foi em casa que recebi os fundamentos da fé. Tive o privilégio de ter minha mãe como primeira catequista, foi ela que com muita paciência me ensinou a chamar a Deus de Pai e a Nossa Senhora de Mãe. Contudo, encontrei em minha casa, a princípio, algumas resistências que ao passar dos dias foram se desfazendo.
Site: Quais os desafios de ser vocacionado a vida sacerdotal nos dias de hoje? O que lhe motiva?
Padre: Os desafios são muitos e podemos identificá-los comparando alguns valores que norteiam a vida do sacerdote e o projeto apresentado pela sociedade hoje. Para o sacerdote aentrega total e irrestrita pelo Reino de Deus se contrapõe ao egoísmo cultivado em larga escala, onde o que interessa é o projeto do indivíduo e não um projeto comum onde todos podem ter vida e vida em plenitude.  A busca exagerada pelo prazer imediato e individual como finalidade da vida, hedonismo, é um grande desafio para o Sacerdote, nossa caminhada aqui nesta realidade é feita de alegrias e tristezas, de morte e ressurreição.  É preciso morrer para viver, a semente precisa entregar-se a terra para germinar e num futuro dar muitos frutos.
Me motiva perceber no horizonte a esperança, saber que podemos nadar contra a maré para construirmos uma terra nova sem tantas exclusões. Anima-me saber que aquele que me chamou estará comigo até ao fim do mundo na alegria e nos sofrimentos, fazendo crescer as poucas sementes que por ventura eu venha a semear.   
Site: Por quê a escolha de servir a congregação dos Missionários da Sagrada Família ao invés de ser Diocesano?
Padre: Depois de ter refletido muito sobre o ser ou não ser padre, surgiu outra pergunta: Onde iniciar o processo formativo? Confesso que foi complicado a princípio, depois de muitas visitas a congregações e até em algumas dioceses me identifiquei com a Missão dos Missionários da Sagrada Família. Nesta Congregação posso servir a Deus de forma ampla, indo desde o apostolado paroquial até as mais diversas frentes de trabalho entre os excluídos da sociedade, os que estão longe de tudo.  É importante salientar aqui, que a escolha por uma congregação religiosa está intimamente ligada a vocação de cada um, sou vocacionado a vida missionária e não a vida diocesana ou ao apostolado só para os enfermos, por exemplo. Na Igreja cada congregação tem sua importância e seu papel na construção do Reino de Deus e cada vocacionado é chamado a assumir o seu lugar dentro desse Reino.
Site: Há quanto tempo serve a Igreja em paróquia, comunidades e que avaliação você faz de sua caminhada Sacerdotal?
Padre: Bom, como sacerdote há poucos meses, como religioso a cinco anos. Mas estou inserido na Igreja de forma ativa desde os dez anos de idade, sempre envolvido com algum grupo ao projeto eclesial. Minha avaliação de minha curta caminhada como sacerdote é que vale apena abraçar essa Missão, sou feliz pelo que sou e faço.
Site: Sua mensagem aos jovens nesse mês dedicado as vocações.
Padre: Abracem a vocação! Respondam ao chamado de Deus, seja ele qual for, pois a nossa felicidade está em sermos aquilo a que somos chamados, nisso consiste o sucesso.  Não tenham medo aquele que nos chama está conosco até ao fim do mundo.

Dia do Padre, Patu(RN) 04 de agosto de 2014.
Pe. George Lourenço dos Santos, msf

1 de agosto de 2014

Agosto é mês vocacional

A Igreja convoca todos os anos um mês especial para intensificar as orações e ações em favor das vocações. O mês de agosto foi instituído na Igreja, como mês vocacional, na Assembléia Geral dos Bispos, no ano de 1981, com objetivos bem definidos:
·        Criar consciência vocacional em toda a Igreja, mostrando que todas as pessoas são chamadas pela Trindade a serem “discípulos missionários”.
·        Enfatizar "que todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações" (Papa João Paulo II. Pastores Dabo Vobis 41, 2).
·        Privilegiar um tempo na Igreja para uma evangelização mais direta sobre o mistério da vocação na Igreja.
·        Responder ao mandato de Jesus: "A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao dono da messe que envie mais trabalhadores para a colheita" (Mt 9,37-38).

Assim o mês vocacional deve ser assumido por toda a Igreja, na suas mais diversas instâncias, ou seja, por todas as pessoas, dioceses, paróquias, comunidades, grupos, pastorais, movimentos... É um verdadeiro “mutirão em prol das vocações”. Tem umaoperacionalidade bem definida, tendo presente as seguintes comemorações:
  • 1º domingo: Motivado pela festa de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, patrono dos padres, no dia 04 de agosto e a de São Lourenço, diácono, no dia 10, no primeiro domingo celebramos a Vocação ao Ministério Ordenado, ou seja, as vocações presbiterais e diaconais.
  • 2º domingo: Motivado pelo dia dos pais, celebramos a vocação familiar, o chamado a ser pai, ser mãe, o chamado a gerar a vida humana. Na segunda semana se celebra a Semana da Família.
  • 3º domingo: Motivado pela festa da Assunção de Nossa Senhora, no terceiro domingo celebramos o dia da vocação à vida consagrada que são as vocações religiosas, missionárias, como também a vocação de pessoas consagradas nos Institutos Seculares, recordando os vários chamados de Deus neste sentido, sejam para a vida contemplativa nos mosteiros, seja para vida ativa nas várias frentes pastorais e evangelizadoras da Igreja.
  • 4º domingo: No quarto domingo, quando há só 4 domingos no mês, é o dia dos catequistas, os pedagogos da fé, destacando a relação da vocação com a missão de anunciar a Palavra de Deus. Quando há 5 domingos no mês, o quarto domingo é o dia dos ministérios leigos, destacando a disponibilidade para o serviço na comunidade e o papel do leigo no mundo. Daí o dia do catequista passa para o 5º domingo, pois foi estabelecido ser celebrado sempre o último domingo do mês de agosto.

Vocação

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre
Escreveu o Papa Francisco: “A vocação é fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor de uns aos outros, que se faz serviço recíproco, no contexto de uma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si”.
Todos nós desejamos uma vida bem vivida. Almejamos uma vida com sentido. Nossas buscas, projetos e sonhos se sustentam a partir de um horizonte de vida sólido. A pergunta, talvez, sempre necessária, é: o que significa uma vida, uma existência com sentido? A partir de onde se encontra sentido para a própria vida? Aqui certamente se expressa o nobre, digno e necessário serviço junto, especialmente, a nossos adolescentes de orientar, dialogar e auxiliar; afinal, perceber qual o caminho de vida que vem ao encontro das tendências, dotes e mesmo necessidades pessoais, nem sempre é tarefa fácil.
Uma história, pertencente à tradição hebraica, pode auxiliar na compreensão dos desafios característicos quanto à necessidade de realizar uma opção de vida. Diz a história: “Um certo rabi procurou seu mestre, suplicando-lhe: ‘Indicai-me um caminho universal para o serviço a Deus’. O mestre respondeu: ‘Não se trata de dizer ao homem qual caminho deve percorrer, porque existe uma estrada por meio da qual se segue a Deus por meio do estudo, outra, por meio da oração, e outra, por meio do jejum, e ainda outra comendo! É tarefa de cada homem conhecer bem a direção de qual estrada o atrai, o próprio coração e depois escolher aquela estrada com todas as forças’”.
A pessoa humana é única. Possui uma tarefa intransferível. Cada ser humano é convocado a testemunhar sua irrepetibilidade. Para isso, se faz necessário o conhecimento de si mesmo, das próprias qualidades e tendências essenciais. Considerando esse conjunto de elementos, é possível sondar um caminho de vida.
A escolha de um caminho de vida requer muito mais que a opção por uma determinada profissão. Profissão tem a ver com preparação técnica, competência, eficiência produtiva, ganha-pão, função social, status, reconhecimento externo. Tudo isso pressupõe decisão pessoal, realização, chamado interior, paixão, amor e gosto pelo que se faz, ou seja, pressupõe vocação. Assim, retomando a história da tradição hebraica, pode-se perceber que o “serviço de Deus” requer muito mais que somente profissionalismo. Exige escuta do próprio coração, para conhecer bem a direção de qual estrada ele o atrai.
A vocação se orienta eminentemente para um futuro. Ela se realiza, sim, no presente, mas orientada para um futuro. Por isso, pode-se afirmar que vocação é uma tarefa em constante realização. Da profissão, nos aposentamos. Já aquilo que denominamos vocação perpassa todas as fases da existência.
A escuta do próprio coração requer sintonia, escuta, disposição para acolher aquilo que a vida solicita. Escuta e compreende tal solicitação quem cultiva a afeição, a cordialidade, o amor, o respeito pela própria condição. Para nós, cristãos e cristãs, a condição é de filhos e filhas, seguidores e seguidoras do Senhor, caminho, verdade e vida.
Jesus – caminho, verdade e vida – percorria as cidades e aldeias... Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como um rebanho de ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe” (Mt 9,35-38).
Oxalá possamos cooperar para que homens e mulheres, especialmente os adolescentes e jovens, saibam e possam corresponder à vocação recebida, e serem no mundo cooperadores do Senhor na construção do Seu Reino!