17 de novembro de 2009

CONGREGAÇÃO DOS MISSIONÁRIOS DA SAGRADA FAMÍLIA

A MISSÃO, ORIGEM E ATUAÇÃO DOS MISSIONARIOS DA SAGRADA FAMÍLIA - MSF
Histórico A Congregação dos Missionários da Sagrada Família foi fundada em 1895 pelo Pe. João Berthier, missionário saletino. O local escolhido para a fundação foi a pequena cidade holandesa de Grave. O prédio de um quartel abandonado, bombardeado há algumas décadas anteriores, serviu de berço para a obra do Pe. Berthier. Suas duas principais inspirações foram: 1) um momento e uma palavra importantes da vida de Jesus: "Jesus percorria as cidade e povoados, ensinado em suas sinagogas e pregando o Evangelho do Reino, enquanto curava toda sorte de doenças. Ao ver a multidão, teve compaixão dela, porque estava cansada e abatida como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos discípulos: a messe é grande e os operários são poucos." (Mateus 9:35,38)
2) A mensagem que Nossa Senhora de La Salette O Padre Berthier fundou esta obra para acolher vocações pobres e tardias. Na época, só eram aceitos nos seminários adolescentes com no máximo 14 anos. confiou a dois pequenos pastores na montanha dos Alpes da França, aos 19 de setembro de 1846, convidando o povo à oração e à conversão e dizendo: "Transmitam isso a meu povo".
João Berthier, fundador da Congregação dos Missionários da Sagrada Família João Berthier nasceu a 24 de fevereiro de 1840, na periferia da pequena cidade de Chatônnay, no sudeste da frança. Seus pais, Pedro e Maria, eram modestos agricultores. Eles lhe deram o nome de João em homenagem a São João Evangelista. Desde pequeno foi marcado pela formação de sua personalidade cristã recebida de seus pais e educadores. A aparição de Nossa Senhora em la Salette é uma das primeiras recordações que João guardou com particular estima e que marcou a sua vida toda. Em sua família, o fato foi acolhido com estima e ele próprio escreve mais tarde: "Eu tinha pouco mais de seis anos quando minha avó me contou a história da aparição de Nossa Senhora da Salette. O relato me causou profunda impressão e eu fiquei tão emocionado que daquele dia em diante nunca mais ele me saiu da memória". Missionário Saletino Enquato era seminarista em Grenoble, João fez uma peregrinação a la Salette, passandos alguns dias em peregrinação e oração. Encantado com a pastoral dos Missionários de Nossa Senhora da Salette, tomou a decisão de entrar naquela Congregação, a fim de estar a serviço dos romeiros do Santuário. Enquanto trabalhava como formador, utilizou a pedagogia da participação dos alunos, abriu oficinas de artesanato, horta e jardim, ensinando os seminaristas a trabalhar e a criar amor pela Congregação.
A fundação dos Missionários da Sagrada Família João Berthier observa a disponibilidade de jovens que por sua idade avançada e sua pobreza não podiam, por via de regra, ingressar nalguma congregação ou seminário. Dialogou, lutou, rezou e planejou uma obra missionária, motivado por: 1) A compaixão de Cristo diante das multidões cansadas e sem pastor; 2) A mesagem de Nossa Senora da Salette que exigia missionários para "comunicá-la a seu povo"; 3) Os apelos do Papa Leão XIII que suplicava às congregações o envio de missionários para terras mais carentes de fé; 4) O pedido de muitos bispos em terras de missão, suplicando ajuda e reforço missionários. 28 de setembro de 1895 Com o apoio do Papa, Berthier inicia sua obra no dia 28 de setembro de 1895, em um velho quarter abandonado, a fim de formar missionários para estarem "próximos daqueles que estão longe". Sua pobreza material foi testemunha de sua riqueza humana e cristã, de seu ardor apostólico, cujos valores procurou transmitir aos seus discípulos. Fragmentos do testamento do Pe. João Berthier "A união faz a força". Por isso, estejam sempre unidos, e haverão de vencer todas as dificuldades. A vida levada em comum é uma exigência fundamental da Sagrada Família. Os membros de uma verdadeira comunidade fraterna são apoio e força nas dificuldades da vida e garantem a fidelidade aos compromisso assumidos. Pessoalmente, preferi, até idade mais avançada, a sala de estudos comum e o grande dormitório dos meus filhos para o descanso, porque gosto de estar com meus amigos. Alimento a esperança de que os meus filhos sejam fiéis à vida em comunidade. Então, não haverá perda de tempo em futilidades e comodismos. As discussões em comum, qualquer que seja o assunto, em colóquios amenos e gratuitos, ajuda muito a compreensão e o entendimento mútuo. A oração feita em comum impede que ela seja negligenciada com facilidade. O cultivo da espiritualidade, feito pelos exercícios e práticas de piedade (leitura, reflexão e meditação bíblica) em comum e com partilha, evita o desleixo. Ninguém se engane pensando estar prestando bom serviço a Deus correndo de cá para lá num ativismo pastoral se está omitindo o cultivo pessoal. Os corações se unem melhor quando os pensamentos se harmonizam nos mesmos objetivos. Por isso, cuidado com o individualismo e o endurecimento na opinião pessoal. Isso leva à divisão, separa as pessoas e assim contraria o espírito da congregação: viver unidos. Oxalá fôssemos, na Sagrada Família, "um só coração e uma só alma". Não percamos nunca de vista o expemlo divino de Jesus, Maria e José. Em nossa congregação jamais deve haver discriminação racial. Todos devem respeitar-se como irmãos. Concluo este meu testamento dirigindo-me à Sagrada Família: Ó Sagrada Família! Desde o começo coloquei esta pequena obra sob a vossa proteção. Afastai dos seus membros toda divisão: orgulho, egoísmo, maldade e vaidade. Fazei que cresça sempre mais nas virtudes tão familiares a vós. Ó Sagrada Família! Tenho um só desejo e o coloco em vossas mãos: que meus filhos cresçam no vosso espírito. Esta será a melhor garantia de que a congregação florescerá e fará um grande bem. No final, digo a vocês, meus filhos: não tenham medo, pequeno rebanho! Façam tudo para se tornarem verdadeiros filhos da Sagrada Família. Então, não lhes faltará nada, e vocês trabalharão com alegria na construção do Reino de Deus. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Em nome de Jesus, Maria e José.

Grave (Holanda), 08 de setembro de 1903. Pe. João Berthier, MS Fundador dos Missionários da Sagrada Família.

NOSSO CARISMA

O carisma dos MSF é ser “apóstolo entre aqueles que estão longe”: longe da vida em abundância; longe dos recursos; longe de nossas Igrejas; longe de nossas regiões; longe de serem respeitados.

A AMISAFA é a Ação Missionária da Sagrada Família: uma organização da Província Brasil Meridional dos Missionários da Sagrada Família que tem por finalidade motivar, formar e articular pessoas leigas e comunidades eclesiais dispostas a colaborar com a causa missionária.
Objetivos específicos 1) Angariar fundos para a formação dos seminaristas pobres que desejam ser Missionários da Sagrada Família; 2) Angariar fundos para auxiliar no sustento das frentes missionárias mais necessitadas; 3) Ajudar na formação e capacitação de missionárias e missionários leigos para atuar nas missões no Brasil e no exterior; 4) Despertar e cultivar o espírito missionário entre os Missionários da Sagrada Família, os seminaristas e as comunidades onde atuamos.
E você pode participar 1) Contribuindo financeiramente (mensal, semestral ou anualmente, no valor e forma que lhe parecer melhor): sua contribuição irá para um Fundo Missionário. Este Fundo ajudará a pagar as despesas de estudo dos seminaristas mais pobres. Ajudará, também, a financiar os projetos missionários; 2) Cultivando em você e em sua família a solidariedade e o compromisso com os mais pobres; 3) Preparando-se para atuar como missionário/a leigo/a ou religioso/a; 4) Rezando e promovendo a oração pelos missionários e missionárias em sua família e comunidade.