3 de dezembro de 2009

PERGUNTAS FREQUÊNTES DOS CRISTÃOS

>O que quer dizer INRI?
INRI quer dizer Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (Jesus Nazareno, Rei dos Judeus), e foi a inscrição colocada por Pilatos no alto da cruz, em latim, hebraico e grego. "Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego." (Jo, 19, 19-20). E é de fato uma verdade, de que Nosso Senhor é verdadeiramente o rei dos judeus, aquele que foi anunciado nas profecias judaicas e depois rejeitado por seu povo.

> A bíblia dos protestantes difere da nossa em alguns livros, quais exatamente são eles? seria possível fazer um comentário a respeito de cada um?"

Os protestantes tiraram vários livros da Bíblia. Eles mais ou menos concordam em tirar os 7 livros do Antigo Testamento chamados deutero-canônicos, mas cada protestante acaba por decidir o que quer seguir e o que quer eliminar em sua Bíblia. Assim, Lutero chamava a Epístola de São Tiago de apócrifa, pelos ensinamentos desse livro claramente favoráveis às boas obras, e portanto contra a falsa doutrina da sola fide. Já outros protestantes mantiveram a epístola, mas rejeitaram outros livros, como o Apocalipse e o Evangelho de São Mateus, por exemplo.

> O que é DOGMA, qual sua origem?"

Dogma é uma definição clara e precisa de uma verdade revelada por Deus. Não é nenhuma invenção da Igreja, mas simplesmente a formulação inequívoca de verdades, para que os fiéis saibam com certeza no que se deve crer. Conforme a Enciclopédia Católica: "De acordo com o uso já consagrado o dogma é entendido como uma verdade referente a fé e moral, revelada por Deus, transmitida pelos Apóstolos através da Escritura ou Tradição e apresentada pela Igreja para aceitação de todos os fiéis. (...) O dogma implica portanto numa dupla relação: da revelação Divina e da autoridade magisterial da Igreja."

Poderíamos acrescentar ainda a interessante distinção do famoso teólogo Pe. Penido em relação às verdades de fé, mostrando como o dogma é nada mais que a expressão da revelação de Deus. O Pe. distingue as verdades de fé divina, fé divina católica e fé divina definida. As verdades de fé divina são as verdades reveladas na Escritura e na Tradição Apostólica. As verdades de fé divina católica consistem em verdades definidas pela Igreja no exercício do magistério autêntico, como na repetição constante de um ensinamento pelo magistério ordinário dos Papas. O Magistério Ordinário: se caracteriza por "atos pelos quais o Papa usa seu sumo poder doutrinal, pois que fala a toda a Igreja, porém não em grau sumo, já que não define doutrina alguma". (Penido, M. Teixeira-Leite, Pe., O Corpo Místico, Ed. Vozes, 1944) E as verdades de fé divina definida, que são o mesmo que a anterior, só que definidas de forma solene, nas promulgações ex-catedra do Papa. Os pronunciamentos ex-catedra, ou do Magistério Extraordinário, definem-se assim: "têmo-lo tão-somente quando o Pontífice Romano usa do supremo poder doutrinal de maneira suprema. Poder supremo, porque universal - ensina então o Papa a Igreja inteira. Maneira suprema de usar, porque ensina como chefe da Igreja, sucessor de S. Pedro, Vigário de Cristo, e define o que os fiéis devem crer e o que devem praticar." (Pe. Penido, op.cit.) E ainda esclarece o Pe. que a infalibilidade que assiste o Papa na definição dos dogmas é um dom positivo: "o carisma da infalibilidade não consiste apenas (...) numa assistência puramente negativa, para que o Papa não erre em matéria de fé, mas é um dom positivo de luz para conhecer a verdade e exprimí-la exatamente." (Pe. Penido, op. cit., pág. 118) Todas as três "formas" de fé são evidentemente uma só fé, sendo que "Os qualificativos "católica" e "definida" designam apenas a intervenção - ordinária ou extraordinária - do magistério eclesiástico." (Pe. Penido, op. cit.)

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, pág. 35, parágrafos 88, 89 e 90:

"O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária. Há uma conexão orgânica entre a nossa vida espiritual e os dogmas. Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé que o iluminam e tornam seguro. Na verdade, se nossa vida for reta, nossa inteligência e nosso coração estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé. Os laços mútuos e a coerência dos dogmas podem ser encontrados no conjunto da Revelação do Mistério de Cristo. 'Existe uma ordem ou hierarquia das verdades da doutrina católica, já que o nexo delas com o fundamento da fé cristã é diferente'”.
Dogma consiste em Verdade revelada por Deus e proposta pela Igreja à nossa crença. Para ser constituído um dogma são necessárias duas condições fundamentais: Primeiro é que a verdade deve ser revelada por Deus, isto é garantida pela autoridade divina. E segundo, que esta verdade deve ser proposta pela Igreja à nossa crença, isto é, quer por proclamação solene quer por ensino comum e universal. Estas verdades serão chamadas de Verdades de Fé Católica. Os Dogmas da Igreja Católica são 43 subdivididos em oito categorias diferentes. A Igreja não cria dogmas, apenas confirma a existência dessas Verdades, com a autoridade a ela confiada pelo Cristo, sob a assistência infalível do Espírito Santo que impede a Igreja de errar no exercício do seu magistério solene. Considerando a natureza da verdade definida pela Igreja, o Dogma apresenta objeto tríplice, ou seja, apresenta primeiro as verdades inacessíveis à razão, como por exemplo, os mistérios em que a razão não consegue explicar. Segundo, as verdades acessíveis à razão como, por exemplo, a existência de Deus, a vida futura em que a razão humana por si só alcança, porém Deus as revelou ou para que tivéssemos idéias mais nítidas a respeito, ou porque, sem a revelação, poucos teriam chegado a este conhecimento. E por último os fatos históricos, ou seja, a maior parte dos acontecimentos que os profetas anunciaram acerca do Messias, e a qual tiveram sua realização com a vinda de Cristo.
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
"Para a magna alegria dos fiéis católicos, para a
esperança do mundo inteiro, no dia 8 de dezembro de 1854, Sua Santidade, o Papa Pio IX, define pela Bula Ineffabilis Deus, o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Santíssima."
Imaculada Conceição de Maria significa que a Virgem Maria foi preservada do pecado original desde o primeiro instante da sua existência. Nossa Senhora, nasceu, há dois mil anos atrás, na zona da Palestina e, teve como pais São Joaquim e Santa Ana. Ela foi concebida sem a mancha do pecado original. A maternidade divina de Maria é base e origem da sua imaculada conceição. A razão de Maria ser preservada do pecado original reside na sua vocação: ser Mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus que assumiu a natureza humana.