10 de agosto de 2011

Testemunho Vocacional do Padre Marconi Nunes, msf

Blog:  Como surgiu o desejo de ser Padre?

Padre: Minha vocação surgiu aos pés de Nossa Senhora, com o título de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Mas o chamado é sempre de Deus. É Ele quem toma a iniciativa. Lá onde moramos, tem uma capela dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e fui educado, formado, rezando o terço, o ofício de Nossa Senhora, rezando novenas, e participando das missas nas primeiras sextas feiras. Isso tudo me ajudou no meu discernimento vocacional. Com 19 anos ingressei no seminário menor na cidade de Buíque. Lá comecei a amadurecer na fé e a fazer um discernimento mais apurado para a vocação religiosa, porque, até então, tinha apenas uma fé tradicional, como já citei.Depois ingressei no seminário maior, no Recife, onde fiz o curso de filosofia, noviciado, e o curso de teologia. Nessa ocasião, tive certeza quer era isso mesmo o que queria para mim. A minha decisão estava bem amadurecida.

Blog: Em relação a sua família, como ela acolheu sua decisão? 

Padre:Minha família sempre acolheu e incentivou a vocação a qual tinha escolhido. E até ficou muito contente  por eu ter abraçado a vida religiosa, apesar das dificuldades. Minha família sempre foi e ainda é meu porto seguro.

Blog: Quais os desafios de ser vocacionado a vida sacerdotal nos dias de hoje? O que lhe motiva?

Padre: Os desafios  são inúmeros. Primeiro temos uma sociedade que o que vale é o ter, o poder e o prestígio. São os valores da nossa sociedade. E a vida religiosa é voltada, sobretudo, ao desapego às coisas materiais, onde a pessoa vale pelo que ela é e não pelo que ela tem.Em segundo lugar o religioso está no mundo como aquele que serve. Ou seja, o serviço, a diaconia deve ser  a norma de quem se coloca a disposição do evangelho e do reino de Deus, colocando os mais necessitados em  primeiro lugar. As  motivações são o apoio do povo de Deus , a amizade das pessoas e a presença marcante da Sagrada Família em minha vida.

 Blog: Por quê a escolha de servir a congregação dos Missionários da Sagrada Família ao invés de ser Diocesano? 

Padre: Porque o Padre de minha cidade era MSF e foi ele quem me apoiou e motivou, para eu ingressar na congregação dos Missionários da Sagrada Família.

Blog: Há quanto tempo serve a Igreja em paróquia, comunidades e que avaliação você faz de sua caminhada Sacerdotal? 

Padre: Há 13 anos e 12 meses, faltando menos de uma semana para completar 14 anos como religioso MSF. A avaliação é positiva. Em primeiro lugar porque não faço nada para agradar a ninguém. Tudo o que realizo é para agradar a Deus. Por isso mesmo  não faço as coisas para ser  recompensado pelas pessoas e sim ser recompensado por Deus.   Ele tem sido maravilhoso,para mim. Me tem dado bem mais do que mereço.