31 de outubro de 2011

Celebrações aos fiéis Defuntos em Patu/RN - Programação

A Igreja celebra, no dia 2 de novembro, “todos os fiéis defuntos” ou, como simplesmente chamamos, “finados”. Qual o motivo desta celebração? Ela tem base na Sagrada Escritura? Quem são os fiéis defuntos?

Bíblia

Já no povo de Israel, crescia pouco a pouco a compreensão da realidade da vida eterna. Com isso, foi desenvolvendo-se a esperança que o justo não morreria definitivamente, mas estaria, de alguma forma com Deus. No segundo livro de Macabeus, cap. 12, apartir do versículo 38, vemos claramente a necessidade de se oferece “um sacrifício pelos mortos”, “belo e santo modo de agir”. Vemos que as igrejas protestantes criticam a oração pelos mortos dos católicos, isso porque eles não tem este livro dos Macabeus, que foi tirado de suas bíblias, juntamente com outros 6 livros.

Há ainda outros textos na Bíblia que falam dessa realidade da vida após a morte a da purificação necessária, tais como Mt. 5, 25-26 (expiação dos pecados depois da morte), Mt. 12, 32 (perdão depois da morte), 1Cor. 3, 10-17 (salvação depois de se passar “pelo fogo”), 2 Tim. 1, 16ss (Paulo está rezando pela alma de alguém (Onesífero).

Depois da vinda de Cristo, a morte ficou ainda mais clara, como passagem para uma vida nova, a vida eterna, para os que crêem em Cristo. Os primeiros cristão enterram dignamente os mortos (cf. Atos, 8,2) e rezam por eles, como está atestados na catacumbas antigas.

Embora sempre houve, portanto, oração pelos falecidos, foi no ano de 908 que Santo Odilon começou a celebrar no dia 02 de novembro, em seu mosteiro em Cluny (França) o dia dos finados, o que logo passou a toda a Igreja.


Com esta celebração a Igreja está invocando a misericórdia de Deus a todos os batizados (fiéis) que morreram, para que estejam na presença do Senhor, no céu. Entramos aqui na doutrina do purgatório. O Espírito Santo nos ensina, através da Igreja, que depois da morte há três destinos. A alma em pecado mortal, que não se arrepende, vai para o Inferno, que é eterno e portanto de lá ela jamais sairá. A alma que morre em santidade, vai direto para o céu, que também é eterno. Por fim a alma que não está em pecado mortal, mas também não se encontra em estado de perfeita união com Deus, vai para o Purgatório, que não é eterno, mas somente um tempo de expiação até que a alma esteja pronta (limpa dos apegos ao pecado, bem como da conseqüência dos pecados feitos) para entrar no céu. Portanto toda alma que vai para o purgatório com certeza entrará nos céus.

Como nos ensina a Bíblia, Deus é totalmente santo e nele não há
nenhuma impureza. Para que possamos estar com ele, nós devemos ser libertados de tudo aquilo que nos mancha (Mt. 5,8. Apc. 21, 27). Quando nós cometemos um pecado e nos confessamos nós somos perdoados do pecado por Deus. Mas as conseqüências do pecado ficam em nós: apego ao pecado, (ex.: uma pessoa que peca contra a castidade pode, dentro de si, manter um desejo pelo prazer carnal). Há ainda a necessidade de reparação por cada pecado. Assim como quem rouba deve devolver o que roubou, todos os nossos pecados, depois de confessados, devem ser reparados. Nós podemos reparar os nossos pecados oferecendo sacrifícios a Deus (jejum, renúncias, oferecimento de dores, doenças, etc), ajudando os que necessitam ou ganhando indulgências. Caso nós não façamos esta reparação aqui na terra, nós iremos fazê-la no Purgatório, depois da morte.