7 de novembro de 2011

Algo da História do Lima


Fotos do Lima antes da construção do Santuário. Algumas casas e a capela antiga.


Silvano Schoenberger


Seu título é sempre: O Coronel Antônio de Lima. Naquela viagem recebe em Lisboa o título de capitão e consegue também vantagem sobre seu adversário capitão Geraldo Saraiva de Moura. Consegue alterar os limites entre a Paraíba e Rio Grande do Norte excluindo toda aquela faixa de Brejo do Cruz e Catolé do Rocha, do Rio Grande, somente porque é a fazenda de seu inimigo Geraldo Saraiva.
Muito importante é para nós, para o Lima hoje, a dedução que devemos forçadamente fazer da escritura, que a capela da serra, Antônio de Lima a fez, já morando em cima, já tinha sua morada erguida. Por conseguinte é invenção dizer: ...por acharem impossível construir a capela naquela serra... Chamaram de Nossa Senhora dos Impossíveis.
Uma vez que em 1.758 Antônio de Lima era velho fazendo seu testamento, fez a sua falada viagem a Lisboa em Portugal, quando estava na flor e força da idade. Isso ao menos uns trinta anos mais cedo. Por isso trouxe também a sua imagem de Nossa Senhora dos Impossíveis uns trinta anos antes de 1.758. E a capela já estava construída quando veio a imagem. Além disso, Pe. Henrique Spitz falava de um documento que citava a construção da capela no ano de 1.724. Corresponderia perfeitamente essa data com os apontamentos e deduções da escritura.
A este Antônio de Lima, capitão geral do Brasil, prestamos preito de homenagem. Ele é o originador da Serra do Lima e do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis. Maria Santíssima o queria usar como seu instrumento e seu bandeirante.
Pouco depois de ter passado a escritura deve ter morrido. Não sabemos exatamente a data. Acredito que foi enterrado com sua esposa no cemitério do próprio santuário que até o ano de 1.950 ainda estava junto da capelinha velha primitiva. Ficou dignamente imortalizado na serra do Lima.






Veja:
O Coronel Antônio de Lima consegue alterar os limites entre a Paraíba e Rio Grande do Norte excluindo toda aquela faixa de Brejo do Cruz e Catolé do Rocha, do Rio Grande, somente porque é era a fazenda de seu inimigo Geraldo Saraiva.

Fonte: Blog a Folha Patuense