18 de fevereiro de 2012

ESTÁ NAS MÃOS DE DEUS

O pai dele era homem honesto.Trabalhou 30 anos a serviço de uma ordem religiosa feminina. Motorista. Primeiro, num grande hospital, depois numa creche e, finalmente, a serviço de uma casa de idosos. Aposentou se . Ganhou de presente a casa onde morava, gratidão das irmãs.
O filho ocupou-lhe o lugar e trabalhou 25 anos numa das cinco casas das irmãs, como motorista. Os carros ficavam velhos elas o vendiam para ele, que os reformava e ganhava dinheiro com isso. Ganhou o suficiente para construir uma oficina mecânica e comprar sua casinha.
Não se sabe por que cargas d’água e por instância de que advogado, resolveu processar as irmãs e a ordem religiosa. Exigiu um milhão de reais de indenização pelas horas extras que trabalhou, levando as irmãs e os doentes para cima para baixo, fora da cidade. O advogado o convenceu de que ele teria chances de vitória e ele endureceu o jogo. Já tinha a oficina e a casa que devia às irmãs. Durante os 25 anos de trabalho recebera um benefício após o outro. Até a escola da filha foi gratuita. Mas ele não desistiu do processo.
As irmãs nunca vão entender a juíza que deu ganho de causa a ele. Para resolver a situação, tiveram que vender o prédio onde a filha dele passara mais de quatro anos e onde funcionava a creche; desativaram o orfanato e a escolinha. Feito o acordo, ele ganhou parte do seu maldito dinheiro, e cerca de trezentas crianças ficaram sem assistência.
Agora, ele tinha quatrocentos mil reais, a casa que praticamente lhe fora dada de presente e uma oficina. Ficou rico e as irmãs ficaram mais pobres. O pai deve ter se revirado no túmulo. O advogado levou boa parte. Mas, nós, crentes,apostamos na misericórdia e na justiça de Deus. O drama da justiça e da misericórdia tem muitos atos. Os três primeiros ele venceu. Vamos ver como termina o quarto ato. Agora entre o tribunal humano e o genuflexório, ganhou o tribunal.Mas a hora do genuflexório chegará. Ora-se por misericórdia e por justiça, e Deus age como deve agir. Está nas mãos de Deus o assunto do ex funcionário que hoje tem oficina, casa e dinheiro no banco e as irmãs que empobreceram e não puderam mais manter a creche onde a filha dele estudou… Um dia alguém escreverá sobre o quarto ato. Deus tarda, mas não falha! Não é o que diz o povo?
Pe. Zezinho scj