8 de julho de 2012

Fundador da Congregação dos Missionários da Sagrada Família - MSF

  Jean Berthier nasceu aos 24 de fevereiro de 1840, em Chatonay,  diocese de Grenoble (Dauphiné, França). Na montanha de La Salette, viu claramente que aquele era seu espaço, que Deus o queria ali, como membro da comunidade de sacerdotes Missionários de La Salette.  Jean entrou no noviciado e como noviço, foi ordenado sacerdote em setembro de 1862. Em  seu ministério na montanha e  em suas atividades pastorais,  Jean encontrava muitas pessoas, a muitos jovens que queriam ser sacerdotes, mas que não tinham posses. Assim o Padre Berthier fundou, no ano de 1895, em Grave (Holanda), sua Congregação, que consagrou à proteção da Sagrada Família.  
    Encontrando-se por um lado estas "vocações perdidas" e, por outro as  os estimulantes  pedidos do Papa Leão XIII a  favor de missionários para as missões estrangeiras, Padre Berthier combinou estes dois elementos:  Fundar uma congregação, onde as "vocações perdidas" pudessem ser formadas como futuros sacerdotes-missionários.   
   A inspiração  do carisma da congregação pela frase de Jesus: "A messe é grande, mas poucos são os operários" (Mt 9,37), inicia as  primeiras Constituições de 1895.  A nova congregação foi posta sob a proteção da Sagrada Família e, ao fundador, sobreveio o seguinte aspecto: "Que na  Sagrada Família de Nazaré,  cresceu Jesus, o eterno sumo sacerdote e o Missionário do Pai". 
   Inicialmente, não ficou claro na congregação qual o elemento a  considerar mais importante: Se a formação do maior número possível de sacerdotes em todas as casas de formação, e enviar, o quanto antes,  o maior número possível de missionários para as missões estrangeiras.  Os progressos da Igreja e da sociedade, naturalmente, exerceram sua influência.  Junto a uma  diminuição da  necessidade de ter casas  para seminaristas pobres e  vocações tardias, constata-se que houve um crescente interesse pelo apostolado das famílias,  em relação ao nome da Congregação.    
    Nas regiões que, portanto, eram regiões de missões, e nas regiões onde havia escassez de  sacerdotes, as Igrejas locais esperavam da Congregação uma ajuda pessoal.  Especialmente as dioceses que haviam sido confiadas à congregação eram totalmente, ou em grande parte, dependentes dos Missionários da Sagrada Família.  Em outras  regiões, sobretudo nas que a Igreja não reconhecia falta de sacerdotes, a Igreja local esperava da congregação um apostolado "conforme o nome da congregação", isto é, um apostolado diversificado dirigido para as famílias.
  Dentro dessa realidade, os Missionários da Sagrada Família foram se adaptando conforme as necessidades locais, porém, dentro de uma filosofia missionária muito bem traçada e firmada por seu fundador e, no decurso da história  atuou com brilhantismo e constante apostolado e evangelização, que estendeu-se  por diversos cantos do mundo, especialmente França, Bélgica, Holanda e Brasil. Seus membros  vivem em comunidade e abraçam a vida consagrada, fazendo votos solenes de castidade, pobreza e obediência.
   O padre João Berthier entregou sua alma a Deus no dia 16 de outubro de 1908, deixando como herança para a Igreja Católica sua obra divina, que de forma progressiva e entusiasta, presta até hoje importantíssimos  serviços na difusão da Sã Doutrina.