27 de dezembro de 2012

O DEUS QUE NUNCA VIMOS



A noção de Deus nunca é perfeita ou completa. Somos capazes de conhecê-lo, mas sofremos de um grande limite: não somos capazes de conhecê-lo como Ele é. Crer na sua existência é uma coisa, mas ainda não é saber como Ele é
De crer que Ele existe e age, sim, somos capazes. Ele dá sinais. De descrevê-lo e defini-lo não somos capazes.
Um balde pode encher-se de água do oceano, mas não pode conter o oceano! O pouco de mar que ele tem é suficiente para enchê-lo até à borda, mas é tão pouco que na verdade não chega a 0,0000000001% daquelas águas.
Sobre Deus o pouco que podemos saber já é muito. Há baldes que não seguram nenhuma água: são furados. Há outros que seguram quase nada: são pequenos demais, como os baldes de plástico das crianças. Há outros maiores que levam 30 a 40 litros. E há os barris que levam 100 a 500 litros. Mas balde ou barril algum, por mais cheio que esteja é tão sólido e firme que não perca alguma água pelo caminho.
Somos estes baldes. A água vem do mar, mas é quase nada comparada ao mar de águas à nossa frente. Façamos bom uso do pouco que podemos saber sobre Deus.
Pe. Zezinho scj